Biden quer que autoridade da concorrência investigue "imediatamente" subida de preços da energia

17 nov, 22:48
Joe Biden
Joe Biden

Em causa está o comportamento “eventualmente ilegal” das empresas petrolíferas

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O presidente dos EUA, Joe Biden, solicitou esta quarta-feira à autoridade da concorrência que analise “imediatamente” o comportamento “eventualmente ilegal” das empresas petrolíferas, cujos preços de venda nas ‘bombas’ sobem “enquanto os seus custos descem”.

Em carta dirigida à presidente da Comissão do Comércio Federal (FTC, na sigla em Inglês), Lina Khan, a Casa Branca solicita-lhe que “dê a sua atenção aos sinais cada vez mais evidentes de comportamentos prejudiciais para os consumidores da parte das empresas de petróleo e gás”.

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Biden salientou, na missiva, que “a FTC tem autoridades para examinar se houve atuações ilegais nas ‘bombas’ que afetam os orçamentos das famílias” e acrescentou: “Penso que devem investigar imediatamente”.

A Casa Branca está a enfrentar um descontentamento crescente por parte dos cidadãos devido à inflação, em particular ao aumento dos preços da energia.

Biden realçou que, apesar dos preços dos combustíveis terem continuado a subir, “os custos das refinarias e dos industriais do petróleo baixaram”, o que se traduziu, prosseguiu, no aumento dos lucros destas empresas.

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“Não aceito que os (norte-)americanos que trabalham duramente paguem mais caro pelo combustível por causa de comportamentos que infringem as regras da concorrência ou que são mesmo ilegais”, acrescentou na sua carta.

“Peço, portanto, à Comissão que examine o que se passa nos mercados do petróleo e do gás”, disse.

O preço do galão (3,78 litros) de gasolina na ‘bomba’ subiu mais de um dólar desde há um ano, para atingir uma média nacional de 3,41 dólares, segundo a Associação Automobilística Americana (AAA), o que dá 90 cêntimos por litro.

No Estado da Califórnia foi mesmo registado um valor de 4,69 dólares, inédito nos últimos 20 anos.

A subida dos preços nos EUA está a tornar-se um problema para o governo. Em outubro a inflação mensal foi de 0,9% e a média anual de 6,2%, o que não se via desde 1990.

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