Costa avisa PSD: por mais “pancada” que leve, só vai mexer nas reformas de 2024 com calma e aumentos extraordinários

11 set, 19:26

Primeiro-ministro garantiu que há margem para avançar com aumento extraordinário das pensões em 2024, mexendo na fórmula da atualização, tal como já aconteceu no passado. É uma resposta às críticas sucessivas da oposição

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, avisou este domingo que “em circunstância alguma” irá tomar uma medida que coloque em causa a sustentabilidade da Segurança Social, por “muita pancada” que a oposição lhe dê.

Um recado para a oposição, e em particular às críticas do PSD, depois de ter apresentado um pacote de medidas avaliado em 2400 milhões de euros para ajudar as famílias a lidar com os efeitos da inflação.

“Nunca em circunstância alguma, por muita pancada que a oposição me dê, eu tomarei qualquer medida que ponha em causa a sustentabilidade futura da segurança social”, afirmou. É por isso, justificou Costa, que não avança agora com um “aumento maior” nas pensões.

Costa falava nas Jornadas Parlamentares do PS, em Leiria, que marcam a rentrée partidária dos socialistas. O primeiro-ministro argumento que o Governo foi “transparente” com os pensionistas, algo muito distante da “dolorosa experiência do passado” com os cortes levados a cabo pelos sociais-democratas.

“Aquilo que a oposição vem falar é dos aumentos de 2024. Mas aquilo que nós queremos dizer à oposição é o seguinte: tal como ao longo destes anos soubemos corrigir a fórmula com aumentos extraordinários (…), também daqui a um ano estaremos aqui para dizer aos pensionistas qual será o aumento para 2024”, garantiu.

António Costa discursou na abertura das Jornadas Parlamentares do PS, em Leiria (Paulo Cunha / Lusa)

O “grande adversário”

Para António Costa, o “grande adversário” não é outro partido político mas sim a subida da inflação. “O grande adversário que temos, a grande dificuldade que todas as famílias e empresas enfrentam, chama-se inflação. Inflação agora já não é só uma nota de rodapé em qualquer discurso. É o problema central que temos para enfrentar”, referiu em Leiria.

O socialista mostrou-se ainda confiante que será possível responder a este desafio com “bom senso, responsabilidade, nervos de aço e as medidas certas, ter a capacidade de dobrar a inflação e de proteger o rendimento das famílias e criar condições para as empresas puderem investir, crescer e desenvolver-se”.

Costa reforçou a postura dos socialistas, não poupando, nas críticas ao PSD, por ter apresentado um plano de combate à inflação com um valor inferior ao aprovado pelo Governo.

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