Ivo Vieira: «Assumo a responsabilidade, não me escondo atrás da cortina»

Ricardo Gouveia , Estádio de Alvalade
30 set, 22:33

Sporting-Gil Vicente, 3-1 (reportagem)

Ivo Vieira, treinador do Gil Vicente, em conferência de imprensa, depois da derrota diante do Sporting (1-3), no Estádio de Alvalade, em jogo da 8.ª jornada da Liga:

O Gil Vicente continua a não apresentar resultados e exibições consistentes. As mudanças para o jogo desta noite corresponderam ao que pretendia?

- Em relação àquilo que foi o jogo de hoje, é uma realidade absoluta que não tivemos em jogo na primeira parte, por responsabilidade minha, pela estratégia que trouxe. Não me revejo naquilo que foi o nosso jogo. Os jogadores tentaram cumprir a tarefa, mas a responsabilidade é totalmente minha.

- Na segunda parte sim, era a minha equipa, era o Gil. Apesar do jogo estar mais repartido e termos dado mais algumas oportunidades ao Sporting, discutimos o jogo. Por melhor que fossem as minhas intenções, não surtiu efeito nenhum. Não tivemos bola. Na segunda parte discutimos mais o jogo, mas já estávamos longe de conseguir um resultado diferente.

Equipa pareceu perdida, com o Navarro desamparado na frente. Concorda?

- A primeira parte não estivemos em jogo, a responsabilidade foi minha. A ideia não era aquela, queríamos dar profundidade pelos laterais. Queríamos anular o jogo exterior pelas alas do Sporting e também o jogo interior. Não conseguimos estancar o jogo do Sporting e quando tivemos bola não conseguimos dar continuidade ao processo ofensivo, não conseguimos projetar os laterais. Os jogadores não têm responsabilidade, eu é que montei a equipa assim. Na segunda parte já conseguimos discutir, mas não foi suficiente, viemos tarde para jogo.

Tinha dito que se não viesse para ganhar, mais valia ficar em Barcelos…

Uma reflecção muito profunda do que quero para minhas equipas. Queria atacar a baliza do Sporting, criar oportunidades e discutir o jogo. Mesmo não ganhando, queria sentir que a equipa fez algo para ganhar. Não fazia sentido vir de Barcelos se não viéssemos aqui jogar para ganhar. Não foram os atletas, mas fui eu que proporcionei esta primeira parte muito pobre. Isto não reflete o treinador que sou. Já admiti perante os jogadores que a responsabilidade foi minha. Não me escondo aqui atrás de cortinas nenhumas. Quando a minha ideia não passa e não se reflete no jogo, tenho de assumir.

A pausa internacional não foi favorável ao Gil Vicente?

- Para nós foi muito mau, para o Sporting foi muito bom porque ganhou. O resultado que vem a seguir é a resposta. Se o jogo não correu bem, a paragem não foi boa. Já tinha dito isto no lançamento, tinha mais a ver com o resultado do que o que foi feito anteriormente. Se pudesse mudar, não entraria assim.

Surpreendido com Paulinho a titular?

- Não me surpreendeu, até podia entrar o Marcus, recuar o Pote e sair o Morita. Independentemente de entrar o Paulinho ou não, as dinâmicas do Sporting não se iam alterar em nada. O Marcus é um jogador que dá mais velocidade com bola. O Paulinho segura mais a bola, mas faz apoios frontais melhores. O Sporting, pela sua qualidade individual, tem vantagem pela própria qualidade.  Nós tivemos aquém na tentativa de anular as ofensivas do Sporting.

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