Ciberataque à Vodafone. PJ chama a Interpol, SIS ativado

8 fev, 20:21
Polícia Judiciária

Só a Vodafone foi atacada. Não foi pedido dinheiro à empresa, diz a Judiciária - que pediu ajuda internacional. Secretas participam na investigação. Mas de quem foi mesmo a autoria do ataque?

O diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), Carlos Cabreiro, adiantou esta terça-feira que todas as hipóteses estão em aberto no que diz respeito à autoria do ciberataque à Vodafone. 

Numa conferência de imprensa “a título excecional” para “esclarecer informação contraditória”, que decorreu na sede nacional da PJ, em Lisboa, ao início da noite, o coordenador clarificou que o ciberataque à empresa de telecomunicações Vodafone está a ser investigado como um único ataque.

Questionado se há fortes indícios sobre a autoria e a motivação do ataque, Carlos Cabreiro não se compromete e adiantou que todas as hipóteses estão em aberto, admitindo-se um ataque a título individual ou uma ação de grupo concertada, com ligação a ciberataques recentes em Portugal, ou não: “Neste momento abrimos todas as hipóteses, de estarmos a falar de alguém a título individual que comete este ilícito. Neste momento é prematuro associá-lo a outros ataques que tenham ocorrido nos últimos tempos. É prematuro fazer essa associação, porque não temos esses dados, não excluímos essa hipótese, mas é prematuro fazer essa avaliação”, disse.

O diretor da UNC3T adiantou ainda que a PJ está a trabalhar em conjunto com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNC) e com os Serviços de Informações de Segurança (SIS): "É um trabalho em equipa", frisou, acrescentando que a operadora foi o único alvo do ciberataque, descartando outros ataques a instituições.

"Estamos a falar exclusivamente de um crime informático de que foi vítima uma operadora de comunicações. Aquelas notícias que deram conta de que existiriam outros alvos e outros ataques a instituições não correspondem à verdade", esclareceu Carlos Cabreiro, descartando ter havido pedido de dinheiro: "Nesta situação em concreto não houve qualquer tipo de resgate".

A Polícia Judiciária (PJ) confirmou também esta terça-feira em comunicado que iniciou uma investigação criminal tendo em vista o apuramento da autoria do ataque informático que afetou a Vodafone e os seus efeitos colaterais, tendo para isso pedido ajuda internacional, através da Interpol. "A dimensão global do ciberespaço tem potenciado o aumento deste tipo de ataques, os quais, em regra, assumem uma dimensão internacional que desencadeou de imediato contacto [da PJ] com as suas congéneres, em sede de cooperação policial internacional, no intuito de recolher mais e melhor informação".

“Este trabalho é feito em estreita cooperação com parceiros muito próximos e estamos a falar do CNCS e também os serviços de informações que fazem uma avaliação da ameaça e recolhem informação que possa pôr em causa o Estado português”, disse Carlos Cabreiro.

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