Ciberataque à Vodafone: Polícia Judiciária pede colaboração de autoridades estrangeiras

8 fev, 18:40
Polícia Judiciária

PJ frisa que "subsistem algumas dificuldades da operadora na prestação dos seus serviços, havendo ecos de alguns constrangimentos tanto no setor público como no privado", mas assegura que estas "estão unicamente relacionadas com esta situação concreta e não com outros alvos ou ataques informáticos"

A Polícia Judiciária (PJ) confirmou, esta terça-feira, que iniciou uma investigação criminal tendo em vista o apuramento da autoria do ataque informático que afetou a Vodafone e os seus efeitos colaterais.

Em comunicado, a PJ refere que “a dimensão global do ciberespaço tem potenciado o aumento deste tipo de ataques que, em regra, assumem uma dimensão internacional” e que "desencadeou de imediato contacto com as suas congéneres, em sede de cooperação policial internacional, no intuito de recolher mais e melhor informação".

Em estreita articulação com a operadora de telecomunicações, a Polícia Judiciária está a "envidar esforços na recolha de indícios e indicadores de compromisso que permitam avaliar e conhecer a origem, a extensão e motivação do ato criminoso".

Entretanto, a Vodafone assumiu esta terça-feira que foi alvo de um ciberataque na segunda-feira e disse que não tem indícios de que os dados de clientes tenham sido acedidos e/ou comprometidos, estando determinada em repor a normalidade dos serviços.

Também a PJ esclarece que "subsistem algumas dificuldades da operadora na prestação dos seus serviços, havendo ecos de alguns constrangimentos tanto no setor público como no privado". "Da informação disponível, estas dificuldades estão unicamente relacionadas com esta situação concreta da operadora de telecomunicações de não com outros alvos ou ataques informáticos", assegura.

Vodafone lamenta, através de uma nota, os transtornos causados aos clientes e informa que tem "uma equipa experiente" de profissionais de cibersegurança que, em conjunto com as autoridades competentes, está a realizar uma investigação aprofundada "para perceber e ultrapassar a situação".

A empresa explica que foi alvo de um "ciberataque deliberado e malicioso" com o objetivo de causar danos e perturbações.

Garante que, assim que foi detetado o primeiro sinal de um problema na rede, agiu "de forma imediata para identificar e conter os efeitos e repor os serviços" e explica que a situação está a afetar a prestação de serviços baseados em redes de dados, nomeadamente rede 4G/5G, serviços fixos de voz, televisão, SMS e serviços de atendimento voz/digital. 

A Polícia Judiciária remeteu mais esclarecimentos esta terça-feira às 20:00.

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