Polícia francesa recorre a gás lacrimogénio para cessar protesto contra a reeleição de Macron em Paris

Agência Lusa , MJC/NM
24 abr, 22:19
Protesto contra a reeleição de Macron em Paris (Imagem: Getty)

Além da manifestação na capital, o desagrado fez-se ouvir em mais de vinte cidades francesas, entre as quais Marselha, Lyon, Nantes, Toulouse, Rennes e Montpellier

A polícia de choque lançou gás lacrimogénio sobre manifestantes no centro de Paris, após a reeleição do presidente Emmanuel Macron este domingo, segundo relatos e imagens que estão a ser divulgados nas redes sociais.
 
De acordo com a Reuters, a polícia tentou dispersar uma multidão composta principalmente por jovens que se reuniram no bairro central de Chatelet para protestar contra a vitória de Macron, que derrotou a líder de extrema-direita Marine Le Pen

As autoridades puseram fim ao protesto no centro de Paris, que juntou mais de uma centena de pessoas contra a reeleição do Presidente Emmanuel Macron, avançou a Agência France Presse.

Os manifestantes, na sua maioria estudantes, convocados através das redes sociais por grupos anticapitalistas e antifascistas, reuniram-se pouco depois das 20:00 na praça de Les Halles, logo após a divulgação das primeiras projeções dos resultados eleitorais.

O objetivo era manifestarem-se sob o lema “Celebremos o novo período de cinco anos de alegria” contra o novo mandato de Emmanuel Macron ou contra a eleição da líder de extrema-direita Marine le Pen, independentemente de quem fosse eleito este domingo.

O centrista Emmanuel Macron foi reeleito Presidente de França, obtendo entre 57,6% e 58,20% dos votos na segunda volta das eleições, contra 41,80% e 43% de Marine le Pen, a candidata de extrema-direita, segundo as primeiras projeções.

Horas antes do início da mangestação, uma dezena carrinhas da polícia de choque e agentes concentraram-se em ruas perto do local do protesto para evitar confrontos, mas acabaram por dispersar os manifestantes com recurso a gás lacrimogénio.

Além da manifestação em Paris, foram convocados outros protestos em mais de vinte cidades francesas, entre as quais Marselha, Lyon, Nantes, Toulouse, Rennes e Montpellier.

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