Finlândia e Suécia formalizam pedido de adesão à NATO

Andreia Miranda , com Lusa
18 mai, 07:20
Embaixador da Finlândia na NATO, Klaus Korhonen, o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, e o embaixador da Suécia na NATO Axel Wernhoff (EPA/JOHANNA GERON)

Momento foi assinalado na sede da NATO, em Bruxelas, onde o secretário-geral Jens Stoltenberg se encontrou com os embaixadores da Suécia e da Finlândia na Aliança

A Finlândia e a Suécia apresentaram formalmente o pedido para a adesão à NATO, esta quarta-feira, na sede da Aliança Atlântica, avança a Reuters. Tem assim início o processo de adesão que deve levar apenas algumas semanas.

O momento foi assinalado na sede da NATO, em Bruxelas, onde o secretário-geral Jens Stoltenberg se encontrou com os embaixadores da Suécia e da Finlândia na Aliança. 

“Saúdo calorosamente os pedidos da Finlândia e da Suécia para aderir à NATO. Vocês são os nossos parceiros mais próximos, e a vossa adesão à NATO vai aumentar a nossa segurança partilhada. As candidaturas que apresentaram hoje são um passo histórico”, declarou Stoltenberg, numa breve cerimónia no quartel-general da Aliança, transmitida em Bruxelas.

O secretário-geral da organização garantiu que os 30 países membros da NATO estão determinados em “trabalhar em todas as questões” do processo de alargamento e em “alcançar conclusões rápidas”, isto numa altura em que a Turquia ainda coloca obstáculos à adesão de Suécia e Finlândia.

“Este é um bom dia, num momento crítico para a nossa segurança”, comentou Stoltenberg, ladeado pelos embaixadores da Finlândia e da Suécia junto da Aliança Atlântica, Klaus Korhonen e Axel Wernhoff.

O secretário-geral da organização sublinhou que “os aliados estão de acordo quanto à importância do alargamento da NATO” e de manter a união. “E todos concordamos que este é um momento histórico, que devemos agarrar”, concluiu.

Este passo foi dado depois de o parlamento finlandês ter aprovado o pedido de adesão que já tinha sido defendido pelo presidente e pela primeira-ministra do país. Na Suécia, o governo também já tinha anunciado a mesma decisão. 

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A entrada de um novo Estado-membro na NATO requer unanimidade, o que significa que a Turquia poderá bloquear a adesão dos dois países escandinavos, uma vez que Erdogan poderá aproveitar a posição de força para fazer mais exigências à NATO, após muitos anos a cultivar a proximidade com Vladimir Putin.

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