Justiça filipina autoriza Nobel da Paz a viajar para Oslo para receber prémio

Agência Lusa
3 dez 2021, 07:14
Maria Ressa, jornalista vencedora do Prémio Nobel da Paz 2021
Maria Ressa, jornalista vencedora do Prémio Nobel da Paz 2021

Maria Ressa precisa da autorização de tribunal para deixar as Filipinas, estando envolvida em vários processos judiciais

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O Tribunal de Recurso das Filipinas permitiu esta sexta-feira à jornalista Maria Ressa viajar para a Noruega para a cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz em Oslo, a 10 de Dezembro.

A decisão do tribunal permite a Ressa estar em Oslo durante cinco dias, de 8 a 13 de dezembro, informou o Rappler, site de notícias e de investigação do qual ela é fundadora e diretora executiva.

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Ressa foi reconhecida com o Prémio Nobel da Paz de 2021, juntamente com o repórter russo Dmitry Muratov, pelos seus esforços "para salvaguardar a liberdade de expressão" nos seus respetivos países.

A jornalista precisa da autorização dos tribunais para deixar o país, uma vez que está envolvida em vários processos judiciais nas Filipinas, na sequência das suas investigações sobre a guerra sangrenta contra a droga lançada em 2016 pelo Presidente filipino, Rodrigo Duterte.

O Procurador-Geral das Filipinas, José Calida, apresentou há uma semana um recurso ao Tribunal de Recurso para que a jornalista pedisse autorização para viajar a Oslo para receber o prémio negado com o fundamento de que se tratava de "viagem de risco".

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A ONU tinha instado o Governo filipino a autorizar Ressa a viajar para receber o Prémio Nobel da Paz.

Jornalista enfrenta campanha de perseguição judicial

A jornalista, que enfrenta seis casos criminais por alegada evasão fiscal e violação das leis de propriedade dos meios de comunicação social, foi condenada em junho de 2020 por ‘ciberdefamação’ por um tribunal filipino.

A jornalista enfrenta até seis anos de prisão por este caso, embora esteja atualmente sob recurso, uma pena que poderá ascender a várias décadas se for condenada pelas outras acusações financeiras.

Ressa tem sido sujeita a uma campanha de perseguição judicial desde que começou a investigar a guerra de Duterte contra a droga e por causa da sua luta contra a desinformação e notícias falsas.

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