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PS tem mais votos que em 2019 mas perde um eurodeputado e cai em %. AD tem mais votos, sobe em % e não perde eurodeputados - mas perdeu esta eleição

10 jun, 01:02
Temido e Bugalho

Vamos então à análise. Ponto de partida: o PS fica com oito mandatos nesta eleição de 2024, a AD elege sete

Quase quatro milhões de portugueses foram este domingo votar para eleger 21 deputados portugueses para o Parlamento Europeu. Foram mais de 630 mil votante face às Europeias de 2019 o que permitiu diminuir a taxa de abstenção de quase 70% há cinco anos, para pouco mais de 62% este ano. Votos que foram determinantes para determinar quem foram os vencedores e vencidos face ao escrutínio de 2019. Quando ainda falta apurar os resultados em 14 consulados, mas já com todos os mandatos atribuídos, veja como evolui cada um dos partidos que elegeram deputados em 2019 e em 2024:

Partido Socialista

A lista encabeçada por Marta Temido foi a mais votada, venceu as Europeias e elegeu oito deputados. Mas perdeu um mandato um face a 2019 apesar de ter conseguido mais de um milhão e duzentos mil votos, mais 159 mil votos do que há cinco anos. Ainda assim, a percentagem final mostra que os 33,38% obtidos pelo PS em 2019 desceram para 32,1% este ano.  

Aliança Democrática

Sebastião Bugalho foi o escolhido para encabeçar a candidatura da Aliança Democrática (AD) às Europeias de 2024, depois de há três meses a mesma AD ter vencido as legislativas retirando a liderança do Governo ao PS. Nas Europeias, apesar de ter ficado em segundo, a AD manteve os mesmos sete deputados que PSD (6) e CDS-PP (1) tinham conseguido em 2019. Obteve ainda quase mais 300 mil votos que em 2019, o que lhe permitiu passar de uma percentagem de 28,13% para 31,12%.

Chega

O partido de André Ventura teve como cabeça de lista Tânger Corrêa naquelas que foram as primeiras europeias disputadas pelo Chega. Elegeu dois deputados, foi a terceira força mais votada e obteve mais de 386 mil votos alcançando uma percentagem de 9,79%. Apesar deste resultado, o Chega ficou muito longe dos 18,07% obtidos por André Ventura nas legislativas de 10 de março.

Iniciativa Liberal

O escolhido para encabeçar a lista da Iniciativa Liberal (IL) foi um antigo líder: Cotrim de Figueiredo. Obteve mais de 357 mil votos, foi a quarta força política mais votadas, obtendo 9,07% dos votos. Face a 2019, o crescimento é expressivo: mais 328 mil votos e dois deputados eleitos quando em 2019 não tinha conseguido eleger.

Bloco de Esquerda

Mais um partido que decidiu que a lista às europeias seria encabeçada por uma antiga líder: Catarina Martins. Os resultados não foram, no entanto, os melhores para o Bloco. O partido, agora liderado por Mariana Mortágua elegeu a antiga líder, mas perdeu um deputado e perdeu mais de 157 mil votos.

PCP-PEV

O Partido Comunista voltou a concorrer às europeias coligado com os Verdes, numa lista encabeçada por João Oliveira. Tal como o Bloco, apesar de ter elegido o cabeça de lista, o PCP-PEV perdeu um deputado e mais de 65 mil votos.

Livre

Depois de ter conseguido mais de 3% dos votos nas legislativas de março, o Livre não conseguiu eleger qualquer deputado ao Parlamento Europeu. Ainda assim, obteve quase 150 mil votos, um crescimento de quase 90 mil votos face à eleição de 2019.

PAN

Depois de ter conseguido eleger um deputado para o parlamento Europeu em 2019, desta vez, o PAN não conseguiu o mesmo resultado. Para além de perder esse deputado, perdeu ainda mais de 120 mil votos face a 2019.

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