Isto é fora de jogo, sim, mas por amor de Deus

29 jun, 22:44
Fora de jogo da Dinamarca (UEFA)

ALEMANHA 2-0 DINAMARCA || Joachim Andersen tem razões para sair de Dortmund um homem frustrado. Não é todos os dias que as unhas de um colega de equipa lhe tiram a glória

O maluco foi MVP: o melhor

Antonio Rudiger foi, destacadamente, o melhor em campo nesta partida. Se a Alemanha acabou sem golos sofridos muito tem de agradecer ao central (e ao VAR, mas já lá vamos). Nesta partida, não faltaram as suas reações eufóricas aos cortes realizados, uma extravagância à qual já estamos habituados num jogador que é uma figura ímpar no futebol atual. Transpira carisma por todos os poros do corpo e nós gostamos dele assim.

Um fora de jogo de treta: o pior

Sim, é fora de jogo. Não há nenhum argumento para validar aquele golo. É fora de jogo, ponto. Não importa quantos centímetros foram, é fora de jogo e temos de aceitar. Mas não deixei de me sentir frustrado e exprimir uns quantos ‘ei, vá lá’ ao ver as imagens do VAR. Para bem do jogo, convinha que Delaney tivesse cortado as unhas dos pés. Dessa forma, o golo de Joachim Andersen seria válido e teríamos, garantidamente, um grande jogo em mãos, com a equipa do país organizador e teoricamente mais forte forçada a recuperar de um défice. Sou adepto do VAR e acho que deve continuar a ser utilizado, com os devidos melhoramentos. Mas hoje dava jeito não existir.

Apanhámos pela frente uma supertrovoada: a surpresa

Ok, na verdade não é surpresa nenhuma para quem viu as previsões do tempo para Dortmund, mas eu fui apanhado desprevenido pela trovoada e consequente interrupção da partida aos 35 minutos. Inicialmente, pensei que Michael Oliver estivesse a ser dramático, mas o granizo rapidamente tirou essa ideia da minha cabeça. Valeu pela espetacular imagem dos dois adeptos que foram a banhos numa das cascatas formadas pelo paupérrimo sistema de escoamento do Westfalenstadion.

Do céu ao inferno em dois minutos: o momento

O momento são na verdade dois momentos. Joachim Andersen esteve nas nuvens durante uns segundos. Por instantes, tinha marcado o golo que valia uma vantagem preciosa e surpreendente dos dinamarqueses frente a uma das seleções hiperfavoritas. Mas o VAR e as unhas de Thomas Delaney tiraram-lhe a alegria. Depois, a machadada final: comete o penálti que dá o 1-0 à Alemanha e lançou a Mannschaft para uma vitória que acabou por ser tranquila. Uma pena, mas só acontece a quem lá anda.

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