Um deles tornou-se nosso adjunto e outro nosso diretor, há ainda cinco (ou seis) sem clube: o que aconteceu aos 23 vencedores do Euro 2016

18 jun, 03:53
Portugal vitória

Por outro lado: a seleção atual tem quatro sobreviventes de 2016. Outra nota: lembra-se de que Vieirinha foi titular?

1 - RUI PATRÍCIO

Foi um dos melhores de Portugal nesse mês em França, tão bom que acabou por ir parar ao melhor 11 do torneio. Todos nos lembramos da defesa ao cabeceamento de Griezmann e do sorriso após Gignac atirar ao poste já perto do final do tempo regulamentar da final. Ao contrário de alguns jogadores desta seleção, Rui Patrício não foi catapultado para outros voos após o Europeu, tendo ficado no Sporting até 2018, altura em que a academia do clube foi atacada. Rui Patrício foi um dos jogadores que rescindiram o seu contrato naquele momento. Após o Sporting seguiu-se uma aventura pelo Wolverhampton, em Inglaterra, onde fez parte do forte contingente português daquela equipa. Após três anos como titular indiscutível nos Wolves, o guarda-redes juntou-se a José Mourinho na Roma, onde atualmente joga. No entanto, nos últimos jogos da época, deixou de ser o número um da baliza romana, estatuto agora pertencente ao ex-Benfica Mile Svilar.

2 – BRUNO ALVES

Não jogou muito nesse Europeu, tendo aparecido na meia-final frente ao País de Gales. O central teve uma carreira longa até aos 40 anos e após o Euro 2016 passou por Cagliari, Rangers, Parma (onde se tornou figura de culto), Famalicão (onde não jogou) e Apollon Smyrnis. Nos últimos dias, Bruno Alves participou no TST, um campeonato de futebol de 7 disputado nos Estados Unidos. O defesa integrou uma equipa formada por Nani que contou com a participação de outros portugueses - como Ricardinho ou André Almeida.

3 - PEPE

Temos a sensação de que esta parte é um pouco desnecessária pois Pepe ainda faz parte do dia a dia dos portugueses, quer no futebol de clubes, onde representou o FC Porto, quer no de seleções, onde ainda joga por Portugal. Aos 41 anos, o corpo já começa a dar sinais de desgaste, sendo disso exemplo os pequenos períodos em que ficou de fora durante esta época. Ainda assim, o central não pára e continua a fazer exibições monstruosas. Desde o Euro 2016 até voltar ao Dragão, Pepe ainda cumpriu uma época no Real Madrid, tendo rumado posteriormente ao Besiktas, onde esteve apenas uma temporada.

4 – JOSÉ FONTE

Outro quarentão que ainda não pendurou as botas. Foi já na parte final da carreira que José Fonte viveu os seus melhores momentos, não só a vitória no Euro 2016 como também o título da Ligue 1 pelo Lille em 2020-21 e a Taça da Liga pelo Sporting de Braga na época que terminou. Além destes dois clubes, também representou Southampton, West Ham e Dalian Yifang desde o Euro 2016. Está atualmente sem clube, após uma época em Braga, onde até começou a titular mas perdeu espaço a partir de fevereiro.

5 – RAPHAEL GUERREIRO

Era o segundo mais novo do grupo e estava a fazer a sua estreia em grandes competições nesse Euro 2016. Guerreiro foi uma das maiores descobertas daquele ciclo e as exibições pela seleção colocaram-no na montra dos grandes clubes. Após esse Europeu, ingressou no Borussia Dortmund. Alguns adeptos do clube amarelo não o podem ver à frente pois foi para o Bayern de Munique a custo zero em 2023. Após oito épocas na Alemanha, o título da Bundesliga continua a escapar-lhe. Perdeu-o de forma cruel ainda em Dortmund em 2022-23, na última partida, e fez parte do plantel dos bávaros que perdeu o único campeonato do clube desde 2012.

6 – RICARDO CARVALHO

Um dos dois sobreviventes do Euro 2004 nesta equipa, Ricardo Carvalho estava bem na parte final da sua carreira futebolística, tendo apenas completado o ano de 2017 no Shanghai SIPG. Atualmente, é treinador-adjunto da seleção nacional, depois de uma passagem na mesma posição pelo Marselha, onde foi um dos braços direitos de André Villas-Boas.

7 – CRISTIANO RONALDO

Tal como o de Pepe, sente-se que este pequeno capítulo é desnecessário. Cristiano Ronaldo ainda entra pelas nossas casas mesmo estando a jogar no Al-Nassr, da Arábia Saudita. Muitos pedem o seu afastamento da seleção, mas os números desta época – 63 jogos, 62 golos – e o estatuto ganho desde há 20 anos tornam difícil esse desejo. Antes do Al-Nassr, Cristiano Ronaldo esteve uma época e meia no Manchester United, de onde saiu a mal, e na Juventus, onde conquistou todos os títulos internos, mas deixou a Champions por ganhar.

8 – JOÃO MOUTINHO

É um dos jogadores com mais jogos em Europeus e teve lugar cativo durante muito tempo na seleção. Já distante dos bons velhos tempos, o médio está agora no Sporting de Braga, onde chegou em 2023. Após o Euro 2016 ainda permaneceu duas épocas no Mónaco, tendo rumado a Wolverhampton em 2018. Em Inglaterra foi titular indiscutível durante cinco épocas e ganhou o estatuto de figura de culto para os adeptos dos Wolves.

9 - EDER

Não teve uma carreira fácil na seleção antes do golo na final contra a França nem no pós-Euro 2016. Desde essa competição nunca mais participou numa fase final com a seleção, mesmo em 2018, o que motivou algum burburinho num Portugal ainda a recuperar da festa rija do título de 2016. Desde esse Europeu jogou por Lille, Lokomotiv de Moscovo e Al Raed. O clube saudita foi o seu último antes do adeus aos relvados. Atualmente, Eder faz parte da direção da Federação Portuguesa de Futebol.

10 – JOÃO MÁRIO

Ainda joga, mas já se retirou da seleção, decisão tomada em 2023 durante a época em que foi campeão pelo Benfica. O pós-Euro 2016 de João Mário foi uma verdadeira montanha-russa. Nunca se impôs no Inter e acabou emprestado a West Ham, Lokomotiv de Moscovo e Sporting, este último no ano do primeiro título do clube em 19 anos. Atualmente representa o Benfica, mas já se fala na possibilidade de sair.

11 – VIEIRINHA

Começou o Euro 2016 a titular mas foi preterido por Cédric Soares a partir dos oitavos de final. A sua última internacionalização foi precisamente o jogo contra a Hungria nesse Europeu. Atualmente com 38 anos, deverá estar para abandonar os relvados mais tarde ou mais cedo. Desde 2017 que joga no PAOK de Salónica.

12 – ANTHONY LOPES

Nunca deu ares de estar muito confortável na seleção. Não conseguiu destronar Rui Patrício e era essencialmente utilizado em jogos amigáveis, fatores que terão contribuído para o seu distanciamento da equipa. Anthony Lopes está onde estava no Euro 2016 e onde sempre esteve desde que se tornou profissional, no Lyon, e continua a ser titular no clube francês.

13 – DANILO PEREIRA

Era único jogador do FC Porto naquela convocatória abençoada. Desde então, tem sido dos jogadores mais consistentes na seleção e Roberto Martínez não prescindiu dele. Atualmente, faz parte da armada portuguesa do Paris Saint-Germain, onde inclusive já é capitão.

14 – WILLIAM CARVALHO

Ao contrário de Danilo, o atual selecionador parece não contar com o jogador do Betis e o regresso às convocatórias não será fácil. Já está com 32 anos e a velocidade está a diminuir cada vez mais. Está desde 2018 no Bétis de Sevilha, onde continua a ser uma referência.

15 – ANDRÉ GOMES

Atuou esta época (e as anteriores) num dos melhores campeonatos do mundo mas caiu completamente no esquecimento dos portugueses. Não se adaptou a Barcelona e encontrou refúgio no Everton, onde joga desde 2018 até este ano, exceto na época 2022-23, quando esteve emprestado no Lille. A idade? 30 anos. É daqueles jogadores de quem se falam há muito tempo e parece que não envelhece. Desejamos que encontre um clube rapidamente, agora que se soube que saiu do Everton e está sem clube.

16 – RENATO SANCHES

Descrever a carreira do jogador formado no Benfica como uma montanha-russa é um eufemismo. A ida para o Bayern de Munique tornou-o o primeiro jogador português a representar o emblema bávaro, mas provou ser um erro para o desenvolvimento do então praticamente adolescente. Para tentar ganhar ritmo, foi para Swansea, uma etapa que conseguiu ser ainda pior do que na Alemanha, com o clube galês a acabar a época a descer da Premier League. Em Lille reencontrou o seu melhor futebol e fez parte da equipa que conseguiu roubar um título ao Paris Saint-Germain em 2020-21. Seguiu-se uma transferência para o gigante francês e para a Roma, onde as constantes lesões impedem-no de jogar regularmente. Continua a pertencer aos quadros do PSG.

17 – NANI

O que jogou Nani nesse Euro. O que correu Nani nesse Euro. Estava já longe dos seus tempos áureos, mas deixou tudo em campo nessa competição, tendo marcado três golos e feito uma assistência. Correu um grande número de clubes desde esse Europeu: Valencia, Lazio, Sporting, Venezia, Melbourne Victory e Adana Demirspor. Está atualmente sem clube, mas a disputar o TST, um torneio de futebol de 7 nos EUA, tendo reunido alguns dos seus amigos e composto o Nani FC.

18 – RAFA SILVA

O estatuto de estrela no Benfica garante a presença regular nas capas dos jornais e na boca dos adeptos. Foi nesse verão de 2016 que consumou a transferência para os encarnados, onde esteve até ao final desta época. A futura paragem de Rafa ainda não é conhecida, está sem clube. Suspeita-se que fique nas Arábias. Go get the bag, son. 

19 – ELISEU

Mal pegava na bola a meio do meio-campo contrário ouviam-se alguns “chuta, chuta daí”. Todos nos lembramos das bombas do lateral açoriano, um dos mais celebrados entre os adeptos da seleção e do Benfica. Dono de uma cobiçada vespa, Eliseu retirou-se do futebol no final de 2018, tendo jogado pelos encarnados até ao fim. Recentemente foi visto nas celebrações do 10 de Junho da Casa do Benfica de Toronto. É um homem feito para a festa.

20 – RICARDO QUARESMA

Outro jogador muito acarinhado, Ricardo Quaresma jogava num dos amores da sua vida, o Besiktas, onde ficou até 2019. Seguiram-se passagens por Kasimpasa e Vitória SC. Não joga desde 2022, mas ainda não oficializou o seu adeus aos relvados - por isso podemos considerá-lo (ou não) o quinto jogador sem clube até aqui (haverá um outro adiante) - junta-se (ou não) a Fonte, André Gomes, Rafa e Nani. Quaresma queria terminar a carreira no FC Porto ou no Besiktas, mas não se afigura fácil. Para sempre ficarão as suas perfeitas trivelas e a irreverência em campo. Que nunca mude.

21 – CÉDRIC

Quase que conseguia retribuir e lesionar Dimitri Payet na final do Euro 2016. Não teve sucesso nessa tarefa, apenas conseguiu ganhar o troféu. O lateral direito fez quase toda a sua carreira após o Euro em Inglaterra, dividindo o tempo entre Southampton, Arsenal e Fulham, sendo a exceção um curto período no Inter de Milão em 2019. Atualmente está sem clube após deixar o Arsenal, mas pode perfeitamente ter lugar num clube mais pequeno da Premier League.

22 – EDUARDO

De forma algo surpreendente, foi contratado pelo Chelsea após a vitória no Europeu. Após um empréstimo ao clube satélite dos Blues, o Vitesse, regressou a Braga, onde terminou a carreira de futebolista em 2020. Está a gozar a reforma.

23 – ADRIEN SILVA

Nunca mais foi o mesmo desde a transferência para o Leicester e aqueles 14 segundos de atraso no envio dos papéis para a FIFA que o levaram a não poder jogar a primeira parte da época em Inglaterra. Foi incapaz de atingir o nível em que jogou no Sporting nas suas passagens pelo clube inglês e ainda por Mónaco, Sampdoria e Al Wahda. Atualmente está no Rio Ave, onde não jogou muito esta época.

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