Manuel Pinho vai passar a noite na prisão, Alexandra Pinho com termo de identidade e residência

14 dez 2021, 20:51

Depois de ser ouvida, Manuel Pinho saiu em liberdade, com termo de identidade e residência. Advogado do ex-ministro afirmou não ter nada a acrescentar além daquilo que já tinha comunicado durante o dia

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O interrogatório a Manuel Pinho já terminou e o ex-ministro da Economia vai passar a noite detido na PSP de Moscavide, confirmou a CNN Portugal esta terça-feira depois de o antigo governante ter sido detido durante a manhã no âmbito do caso EDP.

Alexandra Pinho saiu em liberdade, com termo de identidade e residência, afirmou à CNN Portugal o advogado Ricardo Sá Fernandes, adicionando que o testemunho da mulher de Manuel Pinho foi feito com auxílio a "algumas dezenas de documentos". 

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As medidas de coação serão conhecidas esta quarta-feira às 9:15.

Numa primeira reação após ter conhecimento de que o seu constituinte irá passar a noite detido, Sá Fernandes revelou "não ter explicação" para a iniciativa do Ministério Público e afirmou não ter nada a acrescentar além daquilo que já tinha comunicado durante o dia.

Esta terça-feira de manhã, o advogado de Manuel Pinho acusou o juiz Carlos Alexandre de "abuso de poder", explicando que os crimes imputados ao seu cliente "são os mesmos", "apenas mudando" o juiz de instrução.

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Na mesma linha, e em declarações à CNN Portugal, o advogado Manuel Magalhães e Silva admitiu que a fuga de João Rendeiro possa ter precipitado a detenção de Manuel Pinho. Para o jurista, no entanto, a medida aplicada pelo Ministério Público ao ex-ministro da Economia não se justifica.

Não há nenhuma indicação de qualquer receio de fuga. É difícil de pensar que mais de 10 anos depois de se iniciar a investigação ainda sejam necessárias medidas deste tipo”, afirmou à CNN Portugal, lembrando que ambos o suspeito se tem mostrado disponível para colaborar com a Justiça.

Questionado com o facto de Manuel Pinho ter residência em Espanha, Magalhães e Silva diz que isso não justifica a alteração, frisando que o ex-ministro se tem colocado à disposição das autoridades portuguesas sempre que necessário.

Em causa estão suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais, num processo relacionado com dinheiros provenientes do Grupo Espírito Santo.

No processo EDP/CMEC, o Ministério Público imputa aos antigos administradores António Mexia e Manso Neto, em coautoria, quatro crimes de corrupção ativa e um crime de participação económica em negócio.

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O caso está relacionado com os Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC) no qual Mexia e Manso Neto são suspeitos de corrupção e participação económica em negócio para a manutenção do contrato das rendas excessivas, no qual, segundo o Ministério Público, terão corrompido o ex-ministro da Economia Manuel Pinho e o ex-secretário de Estado da Energia Artur Trindade.

O processo tem ainda como arguidos o administrador da REN e antigo consultor de Manuel Pinho João Conceição, Artur Trindade, ex-secretário de Estado da Energia de um Governo PSD, e Pedro Furtado, responsável de regulação na empresa gestora das redes energéticas.

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