“Medo e coação”. Militante do Chega denuncia pressões sobre elementos da sua candidatura para saírem da corrida à liderança

Agência Lusa , DCT
14 jan, 15:16
Chega (Lusa/Estela Silva)

O cabeça de lista da candidatura ao Conselho Nacional alternativa à da direção disse que também recebeu uma destas chamadas, mas não atendeu, e afirmou que a si “dificilmente” fazem ameaças.

Israel Pontes, que lidera a lista ao Conselho Nacional do Chega alternativa à da direção, queixou-se hoje de pressões sobre elementos da sua candidatura para saírem da corrida, indicando que houve três desistências por sentirem “medo e coação”.

“Nos últimos dias os integrantes da lista têm sido contactados pela parte de alguém do distrito do Porto, apenas e só do distrito do Porto, não com ameaças à integridade física, mas com ameaças do género 'vamos fazer queixa de si, está numa lista que compõe um movimento anti-André Ventura'”, afirmou.

Em declarações à agência Lusa, Israel Pontes, que foi candidato à distrital do Porto, mas perdeu para o deputado Rui Afonso, indicou que atualmente há três fações naquele distrito e acusou “dois ou três elementos” ligados à “do Luís Vasques” (o terceiro candidato à distrital) de fazerem estas chamadas a partir de um “número privado, identificando-se como membros da Mesa Nacional”.

O cabeça de lista da candidatura ao Conselho Nacional alternativa à da direção disse que também recebeu uma destas chamadas, mas não atendeu, e afirmou que a si “dificilmente” fazem ameaças.

Na sequência destas chamadas, houve três desistências de pessoas que sentiram “medo e coação”.

“Houve algumas pessoas que se sentiram um bocado melindradas com esta situação” e “ficaram com um bocadinho de medo por serem abordadas por uma pseudo-Mesa Nacional, que obviamente não liga a absolutamente ninguém”, acusando-as de integrar uma “lista anti-André Ventura”.

Israel Pontes atirou também a elementos da outra lista ao Conselho Nacional, liderada por João Tilly, afirmando que tentaram que retirasse a sua candidatura.

Apesar destas críticas, Israel Pontes recusou ser um opositor interno ao líder do partido.

“Não, de maneira nenhuma. André Ventura é um amigo, apoio-o desde 2019”, garantiu, indicando que “no dia em que não o apoiar” abandonará o Chega.

Se o líder de pedisse para retirar a lista, admitiu que o faria “no segundo a seguir”.

No período dedicado à apresentação das candidaturas aos órgãos, que serão eleitos hoje na 6.ª Convenção Nacional, Israel Pontes foi chamado ao palco, mas não compareceu.

Questionado sobre esta ausência, desdramatizou e disse que não se encontrava na sala. Disse também que se inscreveu para falar hoje aos delegados, mas não houve tempo.

Israel Pontes adiantou também que esta candidatura ao órgão máximo do partido entre convenções pretende aumentar a representatividade do distrito do Porto no Conselho Nacional, que “continua a ser esquecido neste partido”.

A sua expectativa é de eleger “talvez cinco ou seis” conselheiros nacionais em 30 possíveis.

A 6.ª Convenção Nacional do Chega, que arrancou na sexta-feira em Viana do Castelo, termina hoje após a eleição dos órgãos nacionais e do discurso do presidente do partido, André Ventura.

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