Decisão foi justificada pela libertação de presos políticos, pelas medidas a favor da "pluralidade informativa" e pelo diálogo entre o Governo e a oposição
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Oliver Blanco, pediu esta quinta-feira, na Cimeira Ibero-Americana de Madrid, o levantamento das sanções que ainda afetam o país e sublinhou que a Venezuela entrou numa "nova etapa de transformação democrática".
Na sessão plenária da cimeira, realizada na Galeria das Coleções Reais, em Madrid, que reuniu dez chefes de Estado e de Governo e altos representantes dos 22 países membros da Comunidade Ibero-Americana de Nações, Blanco referiu-se às sanções internacionais impostas à Venezuela durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, algumas das quais foram flexibilizadas nos últimos meses.
A Venezuela "está a dar passos para abrir uma nova etapa de transformação democrática, reconciliação nacional, reconstrução institucional e recuperação económica", sob a liderança da presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou.
Neste sentido, mencionou a libertação de presos políticos, as medidas a favor da "pluralidade informativa" e o diálogo entre o Governo e a oposição.
"Estamos convencidos de que uma Venezuela mais estável, mais democrática e mais próspera, plenamente integrada nos mercados internacionais, contribuirá para o desenvolvimento de toda a Ibero-América e estamos a trabalhar de forma empenhada nesse sentido", assegurou.
Neste contexto, defendeu o papel da Cimeira Ibero-Americana de Madrid, considerando que "uma Ibero-América mais integrada pode acompanhar o renascimento da Venezuela".
Insistiu ainda que a "transformação democrática impulsionada pela presidente interina é acompanhada por uma visão de profunda recuperação económica", que se reflete na "legislação sobre hidrocarbonetos e mineração, na simplificação dos procedimentos administrativos e na modernização do sistema tributário".
"Queremos que a Venezuela seja um país atrativo para produzir, empreender e investir" e que "cada investimento se traduza em mais empregos, melhores rendimentos, serviços públicos de qualidade e novas oportunidades para as famílias venezuelanas".
"Aspiramos a um desenvolvimento económico ao serviço das pessoas" e "queremos que os nossos jovens encontrem razões para ficar", bem como oferecer "oportunidades de regresso" àqueles que tiveram de abandonar o país durante as últimas crises, concluiu.