Europa em alerta: sete aviões obrigados a aterrar de emergência em apenas um dia devido a ameaças a bordo

Tiago Ferreira Resende , Notícia atualizada às 14:28
Há 3h e 15min
Nesta fotografia de 30 de setembro de 2018, os observadores de aviões assistem à aterragem de um avião da companhia aérea polaca LOT no aeroporto Frederic Chopin, em Varsóvia, na Polónia, a 30 de setembro de 2018. Foto AP/Alik Keplicz, Arquivo
Nesta fotografia de 30 de setembro de 2018, os observadores de aviões assistem à aterragem de um avião da companhia aérea polaca LOT no aeroporto Frederic Chopin, em Varsóvia, na Polónia, a 30 de setembro de 2018. Foto AP/Alik Keplicz, Arquivo

Incidentes envolveram voos com origem ou destino em países como Portugal, Reino Unido, a Polónia, a Bulgária e Espanha, mobilizando forças militares, equipas antiterrorismo e especialistas em desativação de explosivos

Em menos de 24 horas, cinco aviões comerciais foram obrigados a alterar as respetivas rotas depois de terem sido recebidas ameaças a bordo, algumas das quais de bomba. Os incidentes envolveram voos com partidas e destinos em vários países, e levaram à ativação de procedimentos de segurança, incluindo a intervenção de um caça militar húngaro e a mobilização de equipas antiterrorismo.

O primeiro caso ocorreu ainda na segunda-feira, quando um avião da companhia aérea húngara Wizz Air que assegurava a ligação entre Londres e Sófia recebeu uma ameaça de bomba durante o voo. Perante a situação, aparentemente isolada, a aeronave interrompeu o percurso previsto e realizou uma aterragem de emergência em Budapeste, escoltada por um caça das Forças Armadas da Hungria.

"O voo da Wizz Air com destino a Sófia e proveniente de Londres recebeu uma ameaça de bomba, pelo que interrompeu a sua rota original e solicitou autorização para aterrar no aeroporto internacional de Budapeste", informou no mesmo dia o ministro da Defesa, Romulusz Ruszin-Szendi, na rede social Facebook.

Em resposta, um caça Gripen descolou "em questão de minutos" para prestar assistência à aterragem. A Wizz Air confirmou que o avião aterrou no Aeroporto Ferenc Liszt, em Budapeste, por razões de segurança. Após a inspeção da aeronave, as autoridades não encontraram "qualquer risco que constituísse uma ameaça". O voo prosseguiu para Sófia com uma nova tripulação.

Já esta terça-feira, um Boeing 737 MAX da companhia aérea LOT, proveniente de Londres e com destino ao aeroporto Chopin, em Varsóvia, foi igualmente desviado devido a uma ameaça de bomba a bordo. O avião, com 181 pessoas, aterrou às 10:01 locais (09:01 em Lisboa) no aeroporto de Varsóvia/Modlin, depois de ter sido emitido um alerta às 09:54. A ocorrência foi comunicada pela entidade gestora daquela infraestrutura e registada pelo serviço de rastreamento de voos FlightRadar24.

Após a aterragem, a aeronave foi encaminhada para uma zona específica, onde ficou à espera de instruções das autoridades, incluindo das equipas de desativação de explosivos. A situação obrigou ao encerramento do aeroporto de Varsóvia/Modlin, embora os passageiros tenham podido iniciar o desembarque enquanto decorriam os procedimentos de segurança.

O terceiro incidente envolveu um voo da Ryanair, o FR4116, que fazia a ligação entre Manchester, no Reino Unido, e Múrcia, em Espanha. A aeronave aterrou em segurança no aeroporto de Múrcia, onde os 114 passageiros e os sete membros da tripulação desembarcaram sem incidentes.

Poucas horas depois, foi também divulgada uma ameaça de bomba contra um avião proveniente de Bérgamo, em Itália, que aterrou no aeroporto de Sófia, na Bulgária, segundo informações avançadas pelos meios de comunicação locais. Unidades antiterroristas foram mobilizadas para inspecionar a aeronave e procurar possíveis engenhos explosivos, indicou Lyubomir Nikolov, secretário-geral do Ministério do Interior, citado pela agência noticiosa BTA.

Mas os incidentes não se ficaram por aqui. Um quinto incidente envolveu um avião da companhia aérea escandinava SAS, que partiu de Copenhaga e aterrou em segurança em Varsóvia, esta terça-feira, depois de ter recebido uma ameaça, não tendo sido especificado o teor da mesma. A companhia confirmou que os passageiros já tinham desembarcado.

As autoridades polacas indicaram que foram feitas ameaças contra dois aviões de passageiros que aterraram, no mesmo dia, em dois aeroportos distintos de Varsóvia.

"Podemos confirmar que foi feita uma ameaça contra o voo SK751, que fazia a ligação entre Copenhaga e Varsóvia. A aeronave aterrou normalmente em Varsóvia e os passageiros já desembarcaram", referiu a companhia, citada pela Reuters.

Os dois casos mais recentes referem-se a aviões que seguiam para o aeroporto Fiumicino, o principal de Roma, sendo que um deles tinha partido de Lisboa. Ambos os aparelhos eram da Ryanair, tendo o segundo partido de Dublin. Ambos os casos foram resolvidos como situações de falso alarme.

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