Covid-19. Grupos de maior risco estão a receber quarta dose de reforço da vacina

CNN Portugal , DCT
5 out, 18:00
Vacina contra a covid-19. (AP Photo/Matt Rourke, File)

DGS mantém reforço vacinal dos mais vulneráveis “independente do número de reforços efetuados no passado”

Os idosos com mais de 80 anos ou residentes em lares e as crianças entre os 12 e 15 anos imunocomprometidas que fizeram parte do reforço vacinal contra a covid-19 em maio estão novamente a ser inoculadas, com aquela que é a quarta dose de reforço e a quinta vacina contra a covid-19.

Segundo um esclarecimento enviado por escrito pela Direção-Geral da Saúde à CNN Portugal, estas pessoas estão novamente a ser vacinadas “independente do número de reforços efetuados no passado, tendo em conta o intervalo recomendado desde a última dose”, que é de três meses, “com o objetivo de proteger a população mais vulnerável, e prevenir a doença grave, hospitalização e morte por covid-19”.

A decisão da Direção-Geral da Saúde tem por base o risco de “aumento da transmissão de vírus respiratórios” e o facto de estudos já terem demonstrado que “pode existir uma diminuição da proteção conferida pela vacinação contra a covid-19 com o passar do tempo”.

Além dos grupos já mencionados acima, entre as pessoas de maior risco, segundo a norma 008/2022 estão também incluídas no esquema de vacinação que arrancou recentemente profissionais e residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), instituições similares e Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), e estabelecimentos prisionais; pessoas com mais de 60 anos de idade; pessoas com 18-59 anos e 12-17 anos com patologias de risco, e profissionais dos serviços de saúde (públicos e privados) e de outros serviços prestadores de cuidados de saúde, estudantes em estágio clínico, e bombeiros envolvidos no transporte de doentes.

Novas vacinas prometem mais proteção

Portugal tem agora duas novas vacinas contra a covid-19: a Spikevax (Moderna) e a Comirnaty (Pfizer/BioNTech). Ambas contam na sua composição com a estirpe original do vírus e com a variante Ómicron, mais concretamente a BA.1 e BA.4-5, respetivamente.

Segundo a Agência Europeia do Medicamento, “as vacinas adaptadas podem alargar a proteção contra diferentes variantes e, por isso, espera-se que ajudem a manter uma proteção ótima contra a covid-19 à medida que o vírus evolui”.

Os estudos feitos com estas duas novas vacinas demonstram que podem "desencadear fortes respostas imunitárias" contra a Ómicron e contra estirpe original do SARS-CoV-2 em pessoas previamente vacinadas, aumentando a proteção contra a doença grave.

De acordo com o regulador europeu, a Comirnaty Original/Ómicron BA.1 e Spikevax Bivalent Original/Ómicron BA.1, as versões adaptadas das vacinas originais das duas farmacêuticas, destinam-se a pessoas com idade igual ou superior a 12 anos que tenham recebido a vacinação primária e podem ser administradas pelo menos três meses após a última dose.

Portugal recebeu no início de setembro cerca de 650 mil doses da vacina Comirnaty adaptada à variante Ómicron que é utilizada na campanha de vacinação contra a covid-19, anunciou esta terça-feira a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed). Também em setembro chegaram as primeiras 110 mil doses da Spikevax.

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