Covid-19: Moçambique já tem vacinas para imunizar toda a população elegível

Agência Lusa , DCT
19 jan, 21:58
Vacinação contra a covid-19

Está também previsto o arranque da vacinação para maiores de 15 anos - atualmente são elegíveis todos os maiores de 18

Moçambique já dispõe das doses de vacinas contra a covid-19 necessárias para imunizar toda a população adulta, meta prevista para o país, anunciou esta quarta-feira o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

"Temos já disponíveis no país quantidade suficiente de vacinação para toda a população elegível", cerca de 16 milhões de pessoas, referiu durante uma comunicação à nação sobre as restrições para prevenção da doença. "Assim, nos próximos quatro meses, pretendemos atingir a meta de vacinar mais cerca de cinco milhões de pessoas em todo o país", acrescentou.

O chefe de Estado disse que Moçambique serve de exemplo para o resto da África Austral por já ter alcançado metade da meta.

Há pelo menos 10,3 milhões de pessoas com uma dose administrada e cerca de 8,5 milhões com a vacinação completa, segundo os últimos dados oficiais - sendo que a meta que corresponde à população adulta são cerca de 16 milhões.

Filipe Nyusi anunciou ainda que vai arrancar a administração de dose de reforço para pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, portadores de doenças de risco e grávidas.

Está também previsto o arranque da vacinação para maiores de 15 anos - atualmente são elegíveis todos os maiores de 18.

Moçambique tem um total acumulado de 2.140 mortes e 220.908 casos de covid-19, dos quais 88% recuperados e 140 internados.

 

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A medida foi anunciada durante uma comunicação à nação para alívio de algumas restrições de prevenção da doença, incluindo a reabertura das praias e a retoma sem restrições dos horários de estabelecimentos comerciais.

O pico da quarta vaga associada à variante Ómicron parece estar ultrapassado com um número de óbitos e internamentos abaixo do registado noutras fases da pandemia, assinalou o chefe de Estado, que, ainda assim, recomenda cautelas.

"Ainda não é tempo de baixar a guarda", uma vez que a taxa de positividade continua acima dos 20%, o nível de alerta", disse Filipe Nyusi.

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