Uma hora e meia de Putin e Macron ao telefone: eis o que aconteceu

28 fev, 19:42
Macron preside um Conselho de Defesa sobre a guerra na Ucrânia, no Palácio do Eliseu em Paris

Presidente francês revela que falou separadamente com Vladimir Putin e com Volodymyr Zelensky esta segunda-feira durante as negociações entre os dois países em guerra

Macron voltou a contactar Putin esta segunda-feira, exigindo um "cessar-fogo imediato" na Ucrânia e condições de segurança para a saída de civis de Kiev. O homólogo russo terá consentido, mas não sem impor as suas condições: "o reconhecimento da soberania russa sobre a Crimeia, o fim da desmilitarização e da desnazificação do Estado ucraniano e a garantia do seu status neutro", informou o Kremlin posteriormente. 

Numa conversa de cerca de uma hora e 30 minutos, esteve ainda em debate o fim dos ataques contra civis e zonas residenciais, bem como a preservação de todas as infraestruturas urbanas. Vladimir Putin terá "confirmado o seu compromisso". 

Emmanuel Macron fez um curto balanço no Facebook, no qual escreve inclusivamente que, "para evitar que a situação piore", sugeriu a Putin que "mantivesse contacto nos próximos dias". "Retomaremos as negociações", concluiu. 

Esta foi a interação mais recente que o presidente francês teve com Putin no último mês. Recorde-se que ambos estiveram reunidos em Moscovo numa reunião que tinha como principal objetivo evitar a invasão da Ucrânia.

Os telefonemas não ficaram por aqui. Também Volodymyr Zelensky foi contactado por Macron durante este dia, que enalteceu o seu "sentido de responsabilidade" nas negociações em Moscovo. 

As conversações entre as delegações russas e ucranianas marcaram esta segunda-feira. Neste mesmo dia, Emmanuel Macron participou num Conselho de Defesa que, como é habitual, decorreu no Palácio de Eliseu, em Paris.

De acordo com a agência Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves le Drian, disse que tinham conseguido garantias por parte dos russos de que os franceses em Kiev podiam abandonar a capital ucraniana em segurança, por estrada e ferrovia. Também os diplomatas da embaixada francesa em Kiev foram transferidos para Lviv.

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