“Não há outra forma de o dizer: desisto”. Sérgio Figueiredo renuncia a cargo no Ministério das Finanças

17 ago, 00:27
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Ex-diretor de informação da TVI argumenta que foi culpado por um crime que não cometeu e “ferido por um linchamento público e impiedoso”

Sérgio Figueiredo, antigo diretor de informação da TVI, renunciou ao cargo  de consultor do Ministério das Finanças. O anúncio foi feito pelo próprio num artigo de opinião publicado pelo Jornal de Negócios, esta quarta-feira.

"Fui ... por um crime que não cometi", é o título do texto de Sérgio Figueiredo.

Na publicação, o ex-diretor de informação da TVI explica as razões que o levam a não assumir o cargo, explicando que “ficou insuportável tanta agressividade e tamanha afronta, tantos insultos e insinuações”.

No Negócios, Sérgio Figueiredo escreve que esta “é a forma mais definitiva de dizermos que não vale a pena”, considerando que foi “ferido por um linchamento público e impiedoso”, por parte de “moralistas sem vergonha”, “analistas sem memória”, responsáveis por “assassínios de caráter”.

“É lixado desistir”, diz.

“Para mim chega! Sou a partir deste momento o ex-futuro consultor do ministro das Finanças”, realça Sérgio Figueiredo, acrescentando ainda que “a desfaçatez ultrapassou todos os limites, mas ninguém ousou acusar este processo de estar ferido de qualquer ilegalidade ou irregularidade”.

Sérgio Figueiredo iria receber um rendimento bruto em 24 meses de 139.90 mil euros, o que, como o próprio explica no Jornal de Negócios, não seria mais do que ganha Fernando Medina, uma vez que o cálculo do seu salário bruto por mês (5.800 euros) equivaleria a 12 meses, e não a 14.

Na altura, quando confirmou a contratação, o Ministério das Finanças tinha explicado que Sérgio Figueiredo iria receber “uma remuneração equiparada e limitada ao vencimento base do ministro”. 

Segundo referiu o Ministério das Finanças ao jornal Público na altura, a diferença entre o valor inicialmente avançado e aquele que constava do contrato era explicado pelo facto de o também antigo diretor da Fundação EDP só auferir 12 meses por ano e não os 14 a que os ministros têm direito.

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