Costa não se quer meter na confusão Medina/Sérgio Figueiredo. E diz que se houver dúvidas sobre o caso alguém o vai resolver - mas que não será ele

12 ago, 11:07
O primeiro-ministro, António Costa, fala aos jornalistas pouco depois da declaração de Pedro Nuno Santos (António Cotrim/Lusa)

Governo e Partido Socialista estão a ser acusados de "promiscuidade" e "troca de favores" pela oposição

O primeiro-ministro recusou comentar a contratação de Sérgio Figueiredo para o gabinete do ministro das Finanças, Fernando Medina. “Não me pronuncio sobre como cada membro compõe o seu gabinete. Como sabemos, os membros do Governo são livres de fazerem contratações para os seus gabinetes, e eu não faço comentários”, disse António Costa, à margem da visita a uma creche na Amadora. 

“É o que está na lei desde sempre, que os membros do Governo têm direito a um gabinete onde contratam pessoas da sua confiança, para desempenhar e apoiar no exercício das suas funções”, reforçou.

Questionado várias vezes sobre o tema pelos jornalistas presentes, o chefe do Governo manteve a posição. “Cada um deve procurar fazer o que lhe compete. A mim cabe-me gerir o meu gabinete. Se houver dúvidas, as entidades competentes tratarão delas”.

A contratação de Sérgio Figueiredo como consultor de Fernando Medina para a avaliação das políticas públicas está a ser criticada pela oposição. O PSD, pela voz do deputado Duarte Pacheco, acusou o PS e o Governo de “promiscuidade” com alguns órgãos de comunicação social.

“Aquilo que o doutor Sérgio Figueiredo tem em experiência e competência reconhecidas é na política de comunicação, todos percebemos que as funções que estão adstritas são um disfarce para aquilo que é a grande preocupação do Governo, que é a área da comunicação”, afirmou o deputado à Rádio Renascença.

Por sua vez, Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, denunciou à CNN Portugal aquilo que diz ser uma “troca de favores” entre o ministro e Sérgio Figueiredo, acusando este último de ser “pago ao preço do ministro”.

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