Rio admite medidas diferentes para vacinados e não vacinados em Portugal Continental

23 nov, 12:56

O presidente do PSD deixou claro que não é a favor de qualquer tipo de confinamento, seja ele geral ou sectorial, e que Portugal tem um elevado nível de vacinação que permite tomar medidas mais equilibradas

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Foi numa visita à Madeira que Rui Rio admitiu que venham a ser implementadas em Portugal Continental medidas idênticas às que foram aplicadas na Madeira, ou seja, com uma diferenciação entre os vacinados e não vacinados contra a covid-19.

"Para ser sincero, se nós tivermos a falar de grandes aglomerados de pessoas, eu parece-me que é prudente fazer isso e já agora o uso de máscara. Não é preciso fechar as salas de espetáculo. (...) acho que Portugal está hoje em condições de fazer isto de forma otimizada e equilibrada", disse. 

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"Todas aquelas medidas que sejam importantes na proteção e que não impliquem imediatamente um atraso na economia nacional. Essas deveremos todos cumprir. Aquelas que implicam um atraso na economia nacional, acho que são de evitar", acrescentou. 

No encontro que vai ter quarta-feira com o primeiro-ministro, assegurou que vai levar numa pasta temas como o agravamento da pandemia em Portugal, a vacinação com a terceira dose e as medidas que podem vir a ser implementadas para evitar a propagação do vírus. O presidente do PSD defendeu que o Governo tem de aproveitar o conhecimento acumulado desde o início da pandemia de covid-19.

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"Nós temos hoje um conhecimento acumulado que não tínhamos há um ano e, portanto, nós temos de aproveitar esse conhecimento acumulado aos mais diversos níveis, até ao nível da montagem rápida de uma estrutura de vacinação. […] o Governo tem de estar capaz de rapidamente voltar a montar as estruturas, que entretanto desmantelou, no sentido de nós conseguirmos levar a terceira dose rapidamente.".

Questionado sobre a mais recente demissão de 10 chefes de urgência do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o presidente do PSD afirmou que o Serviço Nacional de Saúde se "degradou muito" e que isso é responsabilidade de António Costa. 

Ressalvou, no entanto, que não diz mal do Governo "por tudo e por nada", mas que, mesmo "dando o desconto" do contexto da pandemia de covid-19, "a degradação é brutal". 

"As pessoas demitem-se porque não têm as condições necessárias para fazer um trabalho em condições", disse.  

No encontro que vai ter esta quarta-feira com o primeiro-ministro, assegurou que vai levar numa pasta temas como o agravamento da pandemia em Portugal, a vacinação com a terceira dose e as medidas que podem vir a ser implementadas para evitar a propagação do vírus. 

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Rio sugere ministro responsável pela ligação às regiões autónomas

Neste mesma visita, apelou a uma maior agilização entre as regiões autónomas e o governo central. Para isso, sugeriu que houvesse um ministro não com esse pelouro, mas com essa responsabilidade. 

"Eu penso que o ideal é que haja um membro do Governo responsável (...) por ser um interlocutor privilegiado para as questões das regiões autónomas", explicou aos jornalistas.

"Talvez dessa forma nós consigamos agilizar entre as regiões autónomas e o governo central."

O atual presidente do PSD esteve reunido com empresários da região, que se queixaram da falta de apoios e de mão de obra. Rio disse que "os apoios sociais são extremamente necessários", mas que têm de ser dados "a quem precisa e não a quem não quer trabalhar". 

Nesse sentido, avisou a esquerda que não adianta "vir agora dizer" que o PSD quer "reduzir os apoios sociais", uma vez que a questão passa por reduzir somente "a quem não precisa", aproveitando ainda para criticar a visão "facilitista" destes partidos. 

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Recorde-se que, nas últimas eleições autárquicas, o PSD conquistou a Câmara do Funchal, que pertencia ao PS há já oito anos. 

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