Ventura diz que Governo admite "duplo controlo" com apresentação de testes e certificados

23 nov, 13:08

Esta medida está prevista para eventos desportivos, concertos, discotecas e bares

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No final da reunião, Desta terça-feira, com o primeiro-ministro, André Ventura revelou que em cima da mesa estão medidas como um controlo acrescido em estabelecimentos, bem como em eventos de maior exposição. Este plano vai funcionar como uma alternativa ao confinamento ou encerramento de qualquer setor.

"Parece-nos que o que está em cima da mesa é uma exigência de certificados de vacinação ou recuperação para a frequência de determinados setores ou estabelecimentos", explicou aos jornalistas.

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O líder do Chega disse que está previsto um "duplo controlo" em eventos desportivos, concertos, discotecas e bares, que passa pela apresentação do certificado de vacinação e de um teste negativo realizado até 48 horas antes. Medida que não está prevista para a restauração. Neste caso, será pedido apenas o certificado, “independentemente do dia e da hora”. 

“Ficámos com a ideia de que o Governo poderá vir a exigir, em alguns espaços, por exemplo discotecas, ou bares, ou grandes eventos com grande presença massiva de pessoas, por exemplo eventos desportivos, dois instrumentos de controlo cumulativos: uso de certificados e o teste obrigatório até 48 horas antes”, disse.

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Quanto à obrigatoriedade do uso de máscara na rua, Ventura disse que essa regra não está na mira do Governo, mas concordou que "o crescimento desta quinta vaga" obriga a um reforço "de algumas medidas de controlo e segurança".

“Penso que está inclinado para uma combinação de fatores: de obrigatoriedade dentro de espaços – por exemplo restauração, comércio, etc. – independentemente do tamanho do espaço e do número de pessoas que lá estejam, e na rua funcionar como uma recomendação que apenas seria exigível em casos de ajuntamentos muito significativos onde não fosse possível manter essa distância”, frisou.

À semelhança do que tanto o Presidente da República como António Costa já tinham anunciado, o líder do Chega referiu que a hipótese de um novo estado de emergência está "completamente afastada".

Esta terça-feira, antes de iniciar esta ronda com os partidos, numa breve declaração aos jornalistas à margem do 9.º Congresso Nacional dos Economistas, em Lisboa, o primeiro-ministro recusou antecipar novas medidas para conter a pandemia de covid-19, remetendo um eventual anúncio para quinta-feira, quando se reúne o Conselho de Ministros, e depois de consultados os partidos.

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