Exclusivo: Governo vai prolongar corte no imposto sobre os combustíveis mais um mês. Veja as reduções

31 ago, 16:27
Fernando Medina (José Sena Goulão/ Lusa)

Redução do ISP estava prevista até final de agosto. Mas será estendida até ao fim de setembro, apurou a CNN Portugal

O governo vai prolongar durante mais um mês a redução do imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP), mantendo os atuais cortes nos preços finais dos combustíveis, sabe a CNN Portugal.

A medida, introduzida desde maio para atenuar a subida dos preços finais dos combustíveis, que dispararam desde a invasão da Ucrânia pela Rússia - com incidência maior nos gasóleos -, foi inicialmente anunciada apenas para maio e junho, tendo depois sido estendida para julho e agosto. Agora, será prolongada mais um mês, aplicando-se já, pois, durante cinco meses.

O efeito combinado das medidas anunciadas manter-se-á tal como foi aplicado nos últimos dois meses, pelo que a redução nos preços finais será semelhante. Ou seja, manter-se-á o que foi anunciado no final de junho pelo Ministério das Finanças: "A diminuição da carga fiscal será de 28,2 cêntimos por litro de gasóleo e 32,1 cêntimos por litro de gasolina."

O gasóleo simples, que em média está a ser vendido em Portugal continental a 1,885 euros por litro (preços desta terça-feira, segundo a Direção-Geral de Energia e Geologia), estaria a custar hoje 2,167 euros se não tivesse sido introduzido o corte do ISP.

Já a gasolina simples 95, que está a ser vendida em média a 1,781 euros por litro, estaria a custar 2,102 euros por litro sem a redução do ISP.

A redução do imposto foi anunciada pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, em maio como sendo temporária, como forma de aplacar os aumentos de preços dos combustíveis em resultado da guerra na Ucrânia. Na altura, ela seria aplicada apenas durante dois meses, período que já alargou para os cinco meses.

Note-se que a maior pressão sobre os combustíveis está a ser sentida no gasóleo, que aliás está cerca de 10 cêntimos mais caro que a gasolina, fenómeno inédito. Tanto que as gasolinas estão neste momento ligeiramente mais baratas do que estavam antes da invasão, o que só acontece precisamente por causa da redução do imposto. Já o preço final do gasóleo está cerca de 22 cêntimos mais caro do que antes da invasão, e estaria quase 50 cêntimos mais caro sem a redução do ISP.

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