Encontrados três corpos em casa do autor do tiroteio em Cracóvia: "Provavelmente são familiares". Atacante era "fascinado pela extrema-direita"

CNN Portugal , TFP
Há 1h e 12min
Tiroteio Polónia
Tiroteio Polónia

As autoridades polacas encontraram duas mulheres e um homem mortos na residência do suspeito, que foi detido depois de abrir fogo contra várias pessoas no centro histórico da cidade. A polícia está a investigar as circunstâncias do ataque

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, anunciou este sábado que foram encontrados três corpos na residência do homem suspeito de ter protagonizado um tiroteio indiscriminado na praça principal de Cracóvia, no sul da Polónia. O ataque provocou pelo menos seis mortos e 15 feridos, entre os quais o próprio atirador.

Em declarações aos jornalistas, pouco depois de chegar a Cracóvia, Tusk explicou que as três vítimas encontradas na residência do suspeito são duas mulheres e um homem, "provavelmente familiares diretos do agressor". As autoridades estão agora a tentar esclarecer em que circunstâncias morreram e se as mortes estão relacionadas com o ataque.

O tiroteio aconteceu pouco depois das 15h00 locais, quando um homem entrou de carro na Praça do Mercado Principal, um dos locais mais turísticos e movimentados de Cracóvia, e começou a disparar indiscriminadamente contra quem se encontrava na zona.

Segundo a polícia, o suspeito utilizou uma arma de tipo militar e disparou a partir do veículo, atingindo várias pessoas. Durante a fuga, foram também efetuados disparos contra um elétrico, cuja cabine ficou com um vidro partido, sem que os passageiros ou o motorista sofressem ferimentos.

O atacante acabou por ser intercetado pelas autoridades depois de uma troca de tiros com agentes policiais. Ficou ferido, foi detido e transportado para o hospital. No interior da viatura, os investigadores encontraram outras armas e uma quantidade significativa de munições.

O suspeito, um cidadão polaco de 25 anos, vestia roupa de estilo militar e um colete à prova de bala. Segundo o ministro do Interior, Marcin Kierwiński, o homem tinha posições "muito radicais" e "ultranacionalistas". "Tudo indica que era fascinado por ideologias de extrema-direita", afirmou o governante, embora as autoridades ainda estejam a investigar os motivos do ataque.

Entre os seis mortos na praça estão quatro mulheres e dois homens, incluindo um cidadão britânico. Vários feridos permanecem hospitalizados, alguns em estado grave. Dois agentes da polícia também ficaram feridos durante a intervenção.

O ministro da Defesa polaco classificou o sucedido como um "ato de terror". A polícia acredita que o atacante agiu sozinho e garante que não existe uma ameaça imediata para a população.

Cracóvia decretou luto oficial até quarta-feira. Em Varsóvia, as autoridades anunciaram um reforço das medidas de segurança no centro histórico, incluindo a instalação de barreiras nas principais ruas, depois de um ataque armado pouco habitual na Polónia, onde os tiroteios em massa são raros.

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