Governo acusa PS de "contra governar" com "vontade de dinamitar legislatura"

Agência Lusa
12 jun, 19:35
Pedro Duarte, ministro dos Assuntos Parlamentares (António Pedro Santos/Lusa)

Governo acusa o PS de “apresentar medidas que nunca propôs durante os oito anos em que governou" apenas por "puro cálculo político"

O ministro dos Assuntos Parlamentares acusou esta quarta-feira o PS de estar a “contra governar” por “vontade de dinamitar esta legislatura”, considerando os socialistas que o executivo é “incapaz de dialogar” e quer apenas “um cheque em branco”.

“Não desistiremos de continuar a procurar diálogo, acordos e entendimentos com todas as forças políticas deste parlamento, mesmo com aquelas que parecem ter pouca disponibilidade para dialogar e muita vontade de contra governar”, disse Pedro Duarte no início de uma declaração política do Governo que foi hoje agendada para o plenário, uma figura regimental raramente usada.

Para o ministro, “contra governar” é “impor medidas que não estão no programa do Governo sufragado pelos portugueses” e também é a ação de um partido, o PS, que “apresenta medidas que nunca propôs durante os oito anos em que governou e que agora só o faz não por convicção, mas por puro cálculo político por vontade de dinamitar esta legislatura”.

“Não vai conseguir. Todos podem estar conscientes, incluindo aqueles que se têm focado em contra governar: quando estiverem disponíveis para negociar construtivamente em nome do interesse nacional nós estaremos aqui como sempre estivemos”, disse, avisando que até lá este Governo “não vai abrandar, o ritmo vai continuar alto”.

Na resposta, a líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, fez um balanço diferente destes primeiros 60 dias e lembrou as demissões na administração pública e os conselhos de ministros frequentes e “em cima das eleições” sem contas e metas das medidas.

“É um Governo incapaz de dialogar, que enche a boca com a palavra diálogo, mas que na verdade não conversa com ninguém. Em vez de apresentar propostas de lei, adotaram autorizações legislativas. Querem um cheque em branco”, acusou.

A pergunta de Alexandra Leitão é se a intenção do Governo é “continuar a apresentar autorizações legislativas em vez de vir ao parlamento e apresentar propostas de lei” e se tenciona “apresentar as contas” das medidas que têm apresentado.

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