"Uma regra estrita, mas necessária": Alemanha endurece medidas na restauração mas diminui período de isolamento

Agência Lusa , BCE
7 jan, 20:17
Olaf Scholz (John MacDougall/Pool via AP)
Olaf Scholz (John MacDougall/Pool via AP)

A nova medida condiciona o acesso a restaurantes e bares à apresentação de um certificado de vacinação com a dose de reforço, um teste negativo ou um certificado de recuperação

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O governo da Alemanha revelou esta sexta-feira que vai reforçar medidas para acesso a restaurantes e bares e encurtar os períodos de quarentena e autoisolamento, sustentando que a nova variante Ómicron da covid-19 se dissemina mais rapidamente no país.

Os alemães já são obrigados a apresentarem um comprovativo de que possuem o esquema vacinal completo ou que estão recuperados da covid-19 para entrar em restaurantes e bares, bem como noutros estabelecimentos e serviços, como teatros ou cinemas.

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Na decisão divulgada esta sexta-feira, o chanceler Olaf Scholz e os 16 governadores dos Estados alemães determinaram aumentar as restrições em restaurantes e bares, onde os clientes têm que apresentar um certificado de vacinação com a dose de reforço ou apresentar um teste negativo ou o certificado de recuperação.

As medidas são acrescentadas às restrições introduzidas logo após o Natal, que limitaram as reuniões privadas a dez pessoas e encerraram os espaços de diversão noturna.

"Esta é uma regra estrita (...) mas é necessária", salientou o chanceler Scholz.

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Período de isolamentos passa de 14 para 10 dias

Os governantes concordaram ainda em reduzir os períodos de quarentena e autoisolamento, que é atualmente de 14 dias, seguindo os passos dados por outros países.

Quem já recebeu a dose de reforço fica dispensado de isolamento, caso tenham contacto com casos positivos de covid-19.

Os restantes terminarão o período de quarentena ou autoisolamento após dez dias, caso não apresentem sintomas, podendo ser reduzido para sete, em caso de teste negativo.

A situação da pandemia de covid-19 na Alemanha tornou-se confusa nas últimas duas semanas, devido a muitos testes irregulares e inquéritos epidemiológicos lentos durante o período de férias.

As autoridades alemãs reconhecem que os números oficiais não demonstram a situação real, que ainda assim apresentava um aumento constante da taxa de infeção na semana passada.

O centro nacional de controlo de doenças, o Instituto Robert Koch, relatou esta sexta-feira uma taxa de incidência de 303,4 novos casos por 100.000 habitantes nos últimos sete dias. Só nas últimas 24 horas foram assinalados 56.335 novos casos.

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Na quinta-feira, o Instituto Robert Koch tinha divulgado que a Ómicron foi responsável por 44,3% dos casos testados para variantes na Alemanha na semana passada, face aos 15,8% da semana anterior.

A campanha de vacinação na Alemanha aumentou de ritmo após o período festivo e esta sexta-feira 71,6% da população já tinha recebido pelo menos duas doses e 41,6% já foram vacinados com a dose de reforço.

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