Olaf Scholz eleito chanceler da Alemanha

8 dez 2021, 09:22
Olaf Scholz
Olaf Scholz

O novo chanceler alemão, o nono desde a II Guerra Mundial, conseguiu o apoio de 395 parlamentares dos 736 com assento no Bundestag

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Olaf Scholz, 63 anos, é, oficialmente, o chanceler da Alemanha, depois de ter sido votado e aprovado por maioria pelo parlamento alemão, em sessão realizada nesta quarta-feira.

O novo chanceler alemão, o nono desde a II Guerra Mundial, conseguiu o apoio de 395 parlamentares dos 736 com assento no Bundestag.

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Após 16 anos no poder, Angela Merkel, da CDU, que não se recandidatou, cede, assim, o lugar ao candidato do SPD, o Partido Social-Democrata da Alemanha, de centro-esquerda, que venceu as últimas legislativas com 25,7% dos votos, à frente da União Democrata-Cristã (24,1%).

Para poder governar em maioria, o SPD coligou-se com os liberais e os verdes, a chamada coligação semáforo, devido às cores dos partidos, garantindo 416 lugares no parlamento (206 do SPD, 118 dos Verdes e 92 do FDP).

No domingo, os liberais alemães aprovaram, em congresso extraordinário, o acordo de coligação governamental, o penúltimo passo que faltava, já depois das aprovações do SPD e dos verdes. O acordo de coligação "Ousar mais progresso", de 177 páginas, foi assinado ontem pelos três partidos.

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Este é o primeiro governo de coligação com três partidos desde 1950. 

Tomada de posse

Após uma interrupção da sessão, Scholz vai tomar posse no parlamento às 12:30 locais, e jurar que se dedicará “ao bem-estar do povo alemão”.

Pelas 13:35 locais, está prevista a posse dos 16 ministros, oito homens e oito mulheres, depois da sua nomeação formal por Steinmeier.

Além do chanceler, o SPD indicou sete ministros (quatro mulheres e três homens), os Verdes cinco (três mulheres e dois homens) e o FDP quatro (três homens e uma mulher).

O copresidente dos Verdes, Robert Habeck, será vice-chanceler (cargo ocupado até agora por Scholz) e ministro da Economia e do Clima.

A outra líder dos Verdes, Annalena Barbock, será a ministra dos Negócios Estrangeiros.

O presidente do FDP, Christian Lindner, vai substituir Scholz como ministro das Finanças.

O novo governo assume como prioridades o combate à pandemia e às alterações climáticas, a modernização da economia e a introdução de políticas sociais mais liberais.

No plano externo, o executivo diz querer empenhar-se no fortalecimento da União Europeia (UE), na parceria transatlântica, na NATO e na cooperação multilateral, com respeito pelos direitos humanos.

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