Ómicron "não será a última variante de preocupação", alerta OMS, que voltou a insistir na "equidade" da vacinação

Agência Lusa , BCE
6 jan, 17:42
Covid-19 em Portugal
Covid-19 em Portugal

O diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS lembrou que "há ainda muitas oportunidades para o vírus se espalhar e gerar novas variantes" que poderão também ser motivo de preocupação

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) avisou esta quinta-feira que a Ómicron não será a última variante de preocupação da covid-19, sublinhando que subsistem oportunidades para o vírus se espalhar e gerar novas variantes.

"Não será a última variante de preocupação", afirmou na videoconferência de imprensa regular da OMS a líder técnica de resposta à covid-19 na organização, Maria Van Kerkhove, quando questionada se a Ómicron, a mais transmissível das variantes do SARS-CoV-2, será a última estirpe do coronavírus a circular.

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A epidemiologista realçou, numa referência à Delta e à Ómicron, que "as variantes estão a competir e a evoluir", apontando a vacinação, que previne a doença grave e a morte, e as medidas de saúde pública, como o uso de máscaras, o distanciamento físico e a lavagem frequente das mãos, como as "duas partes da equação" para travar as oportunidades de o vírus circular e originar novas estirpes, mais ou menos severas.

"Há ainda muitas oportunidades para o vírus se espalhar e gerar novas variantes", acentuou o diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Mike Ryan.

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"Equidade, equidade, equidade", insistiu, momentos antes, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reiterando que o fim da pandemia da covid-19 depende da igualdade no acesso às vacinas. 

Ghebreyesus voltou a lembrar que há países, sobretudo os mais pobres, que continuam com baixas taxas de vacinação, por falta de acesso a vacinas, traduzindo-se essa realidade no aparecimento de novas variantes do vírus, além de mais casos de doença grave e mortes.

A pandemia da covid-19 provocou mais de 5,4 milhões de mortes em todo o mundo, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa AFP.

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