Cuidado com o "tsunami de casos" da Ómicron: a OMS deu a última conferência do ano

29 dez 2021, 15:39
Tedros Adhanom Ghebreyesus - OMS
Tedros Adhanom Ghebreyesus - OMS

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde volta a pedir aos países para serem mais solidários e distribuírem as vacinas de forma mais justa

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) está muito preocupada com a variante Ómicron, temendo um "tsunami de casos", assumiu o seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, esta quarta-feira, na última conferência da OMS em 2021, um ano particularmente difícil pela elevada mortalidade causada pela covid-19.

"As variantes Delta e Ómicron são agora ameaças gémeas, que estão a gerar números recorde de infeções, com picos de hospitalizações e mortes. Estou muito preocupado com a Ómicron, que, sendo altamente transmissível e estando a disseminar-se ao mesmo tempo que a Delta, pode levar a um tsunami de casos", afirmou.

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Face à enorme "pressão sobre os sistemas de saúde", e de modo a que se evitem novos confinamentos, o diretor da OMS voltou a pedir aos países para serem mais solidários e distribuírem as vacinas de forma mais justa, de modo a que seja possível atingir a meta mundial de 70% de cobertura vacinal até meados de 2022, depois de falhados os objetivos deste ano.

"Sinceramente, é difícil entender como um ano depois da primeira administração da vacina três em quatro trabalhadores da saúde em África continuem sem acesso à vacina enquanto alguns países estão a fazer a administração generalizada de doses de reforço. Apenas 50% dos Estados-membros da OMS conseguiram atingir a meta de 40% da vacinação da população. Foram distribuídas vacinas suficientes este ano para alcançar a meta de 40% de vacinação de todos os países até setembro se as vacinas tivessem sido distribuídas de maneira equitativa", lamentou.

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Mas nem tudo foi mau no ano que agora termina, disse Tedros, ainda que a fatura tenha sido demasiado pesada, com mais vítimas mortais da covid-19 do que várias outras doenças juntas.

"A ciência foi mensageira da esperança na forma de vacinas que sem dúvida nenhuma salvaram várias vidas este ano. Por outro lado, não há dúvidas de que a distribuição desigual das vacinas custou muitas vidas. Perdemos 3,5 milhões de pessoas para a covid-19, mais mortes que HIV, tuberculose e malária juntas em 2020", apontou, sublinhando que ainda continua a registar-se a "perda de 50.000 vidas todas as semanas" para a covid-19.

A OMS anunciou ainda que foi atualizada uma recomendação aos profissionais de saúde devido à Ómicron e que passa pela utilização de máscaras com respiradores, como são os casos da N95 e da FFP2, que "devem ser utilizadas" na presença de doentes ou casos suspeitos desta variante.

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