O Governo vai aumentar, pela quarta vez, o valor de referência do CSI, que passará para 720 euros mensais
O número de beneficiários do Complemento Solidário para Idosos (CSI) mais do que duplicou desde maio de 2024, passando de 111 mil para 250 mil em setembro de 2026, revelou a ministra do Trabalho.
Segundo Maria do Rosário Palma Ramalho, o CSI tem sido alvo de “grande atenção” por parte do Governo, com o objetivo de “proteger melhor quem mais precisa”, nomeadamente os idosos com pensões mais baixas.
A ministra, que está a ser ouvida no parlamento, no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), destacou que o Governo vai aumentar, pela quarta vez, o valor de referência do CSI, que passará para 720 euros mensais, representando um aumento de 30% face a 2024.
A governante salientou que o acesso à prestação foi facilitado, nomeadamente através da eliminação da condição dos rendimentos dos filhos para efeitos de atribuição do apoio.
Esta alteração permitiu acabar com situações em que os idosos ficavam dependentes dos filhos para aceder à prestação, sublinhou.
Palma Ramalho destacou também a gratuitidade dos medicamentos associada ao CSI, considerando que esta medida é, para muitos beneficiários, tão ou mais importante do que o apoio financeiro.
Quanto às restantes prestações sociais, a governante anunciou aumentos de 21% no subsídio ao cuidador informal, de 15,6% no CSI e de 10,1% na prestação social única (PSU) face ao orçamento de Estado de 2026.
A prestação social para a inclusão e o respetivo complemento, destinados às pessoas com deficiência, terão aumentos de 10%, enquanto o abono de família e o subsídio por doença sobem 4,3% e 4%, respetivamente.
A ministra destacou ainda que, entre 2024 e 2026, o rendimento das famílias terá aumentado cerca de 14%, descontando o efeito da inflação, e que o risco de pobreza atingiu o nível mais baixo dos últimos 20 anos, abrangendo menos cerca de 100 mil pessoas.
Segundo a governante, o risco de pobreza entre os idosos diminuiu 3,3 pontos percentuais, enquanto entre a população empregada recuou para 8,6%, o valor mais baixo desde 2010.