Marco Rubio pondera deixar administração Trump após derrota republicana nas intercalares, avança a Bloomberg

Há 10 min
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discursa numa conferência de imprensa conjunta em Nova Deli, a 24 de maio. Julia Demaree Nikhinson/AFP/Pool/Getty Images
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discursa numa conferência de imprensa conjunta em Nova Deli, a 24 de maio. Julia Demaree Nikhinson/AFP/Pool/Getty Images

Opositor de Trump nas primárias republicanas para as presidenciais de 2016, Rubio integra desde início a segunda administração do atual presidente, tendo ganho protagonismo na captura de Nicolás Maduro, bem como na promoção de uma mudança de regime em Cuba

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, está a ponderar deixar a administração de Donald Trump após a pesada derrota republicana nas eleições intercalares da passada terça-feira.

A informação está a ser avançada pela Bloomberg, que cita fontes familiarizadas com a informação. A publicação americana afirma que Rubio já discutiu esta possibilidade no seio da Casa Branca.

À Bloomberg, porém, o Departamento de Estado nega a informação.

"Trata-se de uma notícia completa e totalmente falsa, baseada em declarações de fontes anónimas, digna de um tabloide. O secretário não falou em deixar o cargo e continuará a servir com orgulho na administração do presidente Trump muito depois de esta notícia falsa ter sido desmascarada como mais uma farsa sem fundamento”, disse Dylan Johnson, secretário de Estado adjunto para os assuntos públicos globais.

Marco Rubio é apontado, inclusive pelo próprio Donald Trump, como um dos seus possíveis sucessores e candidato presidencial republicano em 2028. No entanto, fontes próximas do secretário de Estado disseram à Bloomberg que Rubio poderá optar por ficar de fora da luta pela sucessão de Trump, especialmente se o vice-presidente JD Vance se chegar à frente.

Opositor de Trump nas primárias republicanas para as presidenciais de 2016, Rubio integra desde início a segunda administração do atual presidente, tendo ganho protagonismo na captura de Nicolás Maduro, bem como na promoção de uma mudança de regime em Cuba.

Na terça-feira, os republicanos tiveram uma das suas piores noites eleitorais, com os democratas a recuperarem o controlo total do Congresso, quer do Senado, onde terá pelo menos 54 lugares, quer da Câmara dos Representantes, onde já chegou aos 251 assentos e obteve pelo menos 41 viragens.

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