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Eleições nos EUA AO MINUTO | Eleições em andamento: abriram as urnas no primeiro estado dos EUA

Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem esta terça-feira quem - republicanos ou democratas - irá controlar o Congresso dos Estados Unidos (EUA) durante os últimos dois anos do segundo mandato presidencial de Donald Trump
2026-11-03

O QUE SE SABE

  • Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem esta terça-feira quem irá controlar o Congresso dos Estados Unidos (EUA) durante os últimos dois anos do segundo mandato presidencial de Donald Trump;
  • Embora ambos os partidos estejam a registar níveis elevados de voto antecipado em comparação com 2022, os Democratas registaram aumentos muito maiores;
  • Em jogo estão os 435 lugares na Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) e cerca de um terço (35) dos 100 postos no Senado (a câmara alta).
  • Esta terça-feira também 36 estados elegem o governador. Outros responsáveis estaduais e locais são igualmente eleitos.
2026-11-03
11:45

Os lugares no Senado com maior probabilidade de mudar de partido

À entrada do dia das eleições, os democratas pareciam estar perto de conquistar a maioria no Senado. No entanto, várias disputas permanecem renhidas em estados tradicionalmente republicanos, onde o resultado ainda pode favorecer qualquer um dos partidos.

Eis uma síntese da classificação da CNN dos 11 lugares no Senado com maior probabilidade de mudar de partido:

1. Carolina do Norte

O democrata Roy Cooper liderava por 14 pontos percentuais o candidato republicano ao Senado, Michael Whatley, entre os eleitores mais prováveis de votar, segundo uma sondagem final da High Point University/YouGov.

2. Ohio

A média das sondagens compiladas pela CNN indica que o antigo senador Sherrod Brown lidera por cinco pontos percentuais o republicano Jon Husted, atual senador, com 50% contra 45%.

3. Texas

Duas sondagens — uma do New York Times/Siena e outra da CNN — mostram o candidato democrata ao Senado, James Talarico, à frente do republicano Ken Paxton, com uma vantagem superior à margem de erro.

4. Maine

A média das sondagens compiladas pela CNN aponta para uma vantagem de quatro pontos percentuais do democrata Troy Jackson sobre a senadora republicana em funções, Susan Collins: 50% contra 46%.

5. Alasca

Uma sondagem do New York Times/Siena não identificou um líder claro na disputa entre a antiga congressista democrata Mary Peltola e o senador Dan Sullivan: 48% contra 46%.

6. Kansas

Uma sondagem do New York Times/Siena colocou o democrata Adam Hamilton à frente do senador Roger Marshall, com 49% contra 44%. Já uma sondagem da CNN, realizada pela SSRS, não identificou um candidato claramente na liderança.

7. Iowa

A média das sondagens compiladas pela CNN não aponta para um líder claro na disputa entre o democrata Josh Turek e a congressista republicana Ashley Hinson, que registam, respetivamente, 46% e 45%.

8. Michigan

A média das sondagens da CNN coloca o democrata Abdul El-Sayed na liderança, com 50%, contra 45% do republicano Mike Rogers. Entre os estudos considerados está uma sondagem do New York Times/Siena, que atribuiu a El-Sayed uma vantagem de 11 pontos percentuais.

9. New Hampshire

Uma sondagem do Centro de Estudos de Opinião Pública da Universidade de New Hampshire atribuiu uma vantagem de 12 pontos percentuais ao congressista democrata Chris Pappas sobre o antigo senador republicano John Sununu, entre os eleitores mais prováveis de votar no estado.

10. Carolina do Sul

Uma sondagem do New York Times/Siena mostrou um empate entre a senadora republicana nomeada para o cargo, Darline Graham, e a candidata democrata Annie Andrews.

11. Geórgia

O senador democrata Jon Ossoff tem registado resultados superiores aos do congressista republicano Mike Collins ao longo da campanha.

2026-11-03
11:39

Ordem que impede ameaças do Departamento de Justiça contra responsáveis eleitorais mantém-se após reviravolta no tribunal de recurso

Uma abrangente ordem de emergência que suspende várias das medidas agressivas adotadas pelo Departamento de Justiça contra responsáveis eleitorais continua em vigor, depois de uma reviravolta durante a madrugada num tribunal de recurso.

O Departamento de Justiça tinha recorrido para o Tribunal de Recurso do 9.º Circuito dos Estados Unidos contra a ordem judicial temporária, que impedia a administração de exigir aos responsáveis eleitorais que se desviassem dos procedimentos habituais e bloqueava a possibilidade de a administração Trump os ameaçar com processos judiciais.

Pouco antes das 23:00, hora da Costa Leste, 04:00 em Lisboa, um painel de três juízes do tribunal de recurso, sediado em São Francisco, emitiu uma decisão que levantava a ordem que impedia esse tipo de atuação.

No entanto, cerca de duas horas e meia depois, após uma nova e rápida ronda de alegações das partes envolvidas, a totalidade dos juízes do tribunal de recurso votou a favor de repor a ordem judicial temporária. Assim, a medida voltou a entrar em vigor no início do dia das eleições.

Para além do impacto nestas eleições, o caso levanta questões sobre a Lei dos Direitos de Voto, que poderão ter consequências a longo prazo.

Numa decisão aprovada por dois votos contra um, o painel do tribunal de recurso considerou que entidades privadas não podiam apresentar ações judiciais ao abrigo da disposição relevante para este caso, que proíbe ameaças e intimidação contra eleitores e pessoas que os auxiliam. Os juízes consideraram também que a disposição da Lei dos Direitos de Voto que proíbe a intimidação não podia ser aplicada ao poder executivo.

O plenário do tribunal de recurso irá agora analisar a questão de forma mais aprofundada. Caso a posição do painel, que restringe o alcance das disposições da Lei dos Direitos de Voto contra a intimidação de eleitores, fosse mantida, representaria mais um duro golpe para a legislação.

2026-11-03
11:36

Primeiras assembleias de voto abrem em vários estados dos EUA

São quase 06:00 na Costa Leste dos Estados Unidos, 11:00 em Lisboa, quando as primeiras assembleias de voto abriram em vários estados do país.

Embora nestes estados as urnas possam abrir logo nesse horário, os horários podem variar consoante a região.

Eis os estados onde as assembleias de voto estão nesta condição:

  • Connecticut

  • Indiana

  • Kentucky

  • Maine

  • New Hampshire

  • Nova Jérsia

  • Nova Iorque

  • Virgínia

2026-11-03
11:32

18 assembleias de voto na Florida mudam de localização devido a inundações

As inundações perigosas que estão a afetar a região central da Florida estão a obrigar as autoridades eleitorais a procurar, à pressa, locais alternativos para a votação.

Às 06:15 locais, 11:15 em Lisboa, 45 minutos antes da abertura das urnas, o gabinete do secretário de Estado informou que 18 assembleias de voto tinham sido transferidas nos condados de Brevard, Highlands, Indian River, Martin, Okeechobee, Palm Beach e St. Lucie. Em muitos casos, várias secções eleitorais estão a ser concentradas noutros locais de votação que conseguem manter-se abertos.

"Para garantir a segurança dos trabalhadores eleitorais e dos eleitores de Brevard, é necessário transferir algumas assembleias de voto devido a estas circunstâncias sem precedentes", afirmou, num comunicado, Tim Bobanic, responsável pela supervisão das eleições no condado de Brevard.

As alterações, anunciadas com menos de 24 horas de antecedência, são permitidas pela legislação estadual «em situações de emergência e quando o tempo não permite cumprir» os requisitos habituais de notificação.

Na segunda-feira, o governador Ron DeSantis declarou o estado de emergência em sete condados, invocando "uma ameaça significativa à segurança e ao bem-estar dos habitantes de determinadas zonas da Florida".

2026-11-03
10:47

O que aconteceu nas últimas eleições intercalares?

As expectativas em relação aos democratas são elevadas nas eleições intercalares de hoje, depois de várias disputas se terem revelado mais renhidas do que o previsto nas últimas semanas. Alguns eleitores manifestaram descontentamento com o custo de vida e a taxa de aprovação de Donald Trump caiu.

Há quatro anos, nas últimas eleições intercalares, os democratas superaram as expectativas. O partido do então presidente Joe Biden manteve o controlo do Senado, onde conquistou um lugar, enquanto os republicanos conseguiram apenas mais nove lugares na Câmara dos Representantes, alcançando uma maioria tangencial de 222 contra 213.

Tal como este ano, as sondagens à boca das urnas de 2022 mostraram que a maioria dos eleitores estava insatisfeita com a situação económica e com o Presidente, condições que normalmente resultam em perdas mais expressivas para o partido que ocupa a Casa Branca. No entanto, outros fatores políticos favoreceram os democratas, nomeadamente os debates em torno do aborto.

As eleições intercalares realizaram-se poucos meses depois de o Supremo Tribunal ter revogado a decisão Roe v. Wade, uma decisão que, segundo as sondagens à boca das urnas, foi desaprovada por seis em cada dez eleitores. Em vários estados, os eleitores aprovaram medidas de proteção do direito ao aborto ou rejeitaram novas restrições.

Além disso, 28% dos eleitores afirmaram que pretendiam utilizar o seu voto para manifestar oposição a Donald Trump, antigo e futuro Presidente, uma percentagem próxima da registada entre aqueles que disseram querer expressar oposição a Biden.

O processo de redistribuição dos círculos eleitorais de 2020 resultou num menor número de distritos competitivos para a Câmara dos Representantes em 2022. Os republicanos controlaram o processo de redistribuição em mais estados, mas acabaram por conseguir apenas uma vantagem modesta à escala nacional nos novos mapas eleitorais.

2026-11-03
10:24

Eleições em andamento: abriram as urnas no primeiro estado dos EUA

Já abriu a votação nas eleições intercalares dos Estados Unidos. O estado do Vermont é o primeiro a ir a votos, com as urnas a terem aberto às 05:00 locais (10:00 em Portugal continental).

O país vai abrindo a votação aos poucos, estando previstos os seguintes horários de Portugal continental:

  • 11:00 - Connecticut, Indiana, Kentucky, Maine, Nova Jérsia, Nova Iorque, Virginia
  • 11:30 – Carolina do Norte, Ohio, West Virginia
  • 12:00 - Delaware, Washington DC, Florida, Georgia, Illinois, Louisiana, Maryland, Massachusetts, Michigan, Missouri, Pennsylvania, Rhode Island, Carolina do Sul
  • 13:00 - Alabama, Arizona, Iowa, Kansas, Minnesota, Mississippi, Dakota do Norte, Oklahoma, Dakota do Sul, Texas, Wisconsin, Tennessee
  • 14:00 - Colorado, Montana, Nebraska, Nevada, Novo México, Oregon, Utah, Wyoming
  • 15:00 - Califórnia, Idaho
  • 16:00 - New Hampshire, Washington, Alasca
  • 17:00 - Havai
2026-11-03
09:53

"Trump fez questão de transformar esta eleição num referendo aos seus dois primeiros anos"

Nuno Gouveia, especialista em política norte-americana, antecipa este dia de eleições intercalares nos Estados Unidos da América.

2026-11-03
09:38

O que a votação antecipada já nos mostra

Milhões de americanos votaram antecipadamente, antes do dia das eleições, e os dados da votação antecipada oferecem uma visão de quem está a comparecer às urnas - e como isso se compara com os ciclos eleitorais anteriores.

Embora ambos os partidos estejam a registar níveis elevados de voto antecipado em comparação com 2022, os Democratas registaram aumentos muito maiores.

Mas os números vêm com ressalvas importantes. Os dados do voto antecipado não revelam quais os candidatos que os eleitores apoiaram, e as pessoas que votam antes do dia das eleições tendem a ser mais velhas e menos republicanas do que o eleitorado em geral.

2026-11-03
09:38

Ucrânia, Irão e China. Eleições nos EUA podem influenciar, mas "há muito pouco que o Congresso pode fazer para conter Trump"

Cidadãos norte-americanos vão às urnas para eleger novos membros da Câmara dos Representantes e do Senado 
Leia mais aqui
2026-11-03
09:37

A preparação para as eleições

As autoridades eleitorais passaram meses a preparar a votação de 2026 - e a prevenir-se para o que poderia interrompê-la. Formaram funcionários, reforçaram a segurança e prepararam contestações judiciais para ameaças que se podem estender muito para além do dia das eleições.

Eis algumas das medidas para as quais se estão a preparar:

O que Trump poderá fazer: Trump e os seus aliados continuam a alegar fraude eleitoral generalizada por parte de não cidadãos, incluindo nas eleições intercalares que já estão em curso. Ameaçaram processar os funcionários eleitorais que não garantam a segurança dos votos ou permitam que não cidadãos votem e apresentaram ações judiciais para restringir a contagem de votos contestados na Califórnia e a certificação dos resultados no Alasca.

“Quanto mais estas alegações surgem, e considerando que se baseiam em tanta desinformação ou meias-verdades, mais frustrante se torna”, diz Matt Crane, diretor executivo da Associação de Secretários do Condado do Colorado e membro do Partido Republicano.

Até à data, as tentativas de interferência de Trump têm-se concentrado sobretudo nos tribunais e através de cartas. Mas as autoridades estão preparadas caso isso mude.

Outras possíveis perturbações nas urnas: os líderes estaduais e locais têm treinado os mesários e coordenado com a polícia local sobre como reagir caso agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) ou outros agentes federais apareçam nos locais de voto.

Processos judiciais preparados: os estados elaboraram previamente possíveis contestações legais antes de qualquer confronto. Outros contrataram advogados externos preventivamente. Estão preparados para recorrer aos tribunais e obter um alívio imediato ou uma injeção de recursos caso a interferência federal se torne uma realidade.

Segurança dos mesários: as autoridades eleitorais estão também a preparar-se para o caso de cidadãos, ativistas ou observadores partidários interromperem os locais de voto e de contagem dos votos. Na internet, os ativistas já estão a divulgar alegações antigas de fraude eleitoral e alegados problemas com os boletins de voto e as urnas eletrónicas. As autoridades temem que estas narrativas possam tornar-se munições para contestar os resultados ou minar a confiança pública no processo.

2026-11-03
09:34

Candidato democrata ao Senado pelo Michigan promete expulsar grandes empresas da política

No último dia de campanha, El-Sayed teve a colaboração da sua mulher, Sarah Jukaku, e da senadora Elizabeth Warren, nome forte do setor progressista do Partido Democrata
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2026-11-03
09:00

Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem esta terça-feira o controlo do Congresso e o rumo da administração Trump

Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem esta terça-feira quem - republicanos ou democratas - irá controlar o Congresso dos Estados Unidos (EUA) durante os últimos dois anos do segundo mandato presidencial de Donald Trump.

Em jogo estão os 435 lugares na Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) e cerca de um terço (35) dos 100 postos no Senado (a câmara alta). Esta terça-feira também 36 estados elegem o governador. Outros responsáveis estaduais e locais são igualmente eleitos.

As eleições intercalares norte-americanas (‘midterms’) deverão ser marcadas pelo habitual castigo do eleitorado à administração em funções, mas para Donald Trump e os republicanos poderá significar o fim do domínio absoluto nas instituições políticas.

O nome de Trump não está no boletim de voto, mas ao longo das últimas semanas o líder republicano fez questão de centrar a campanha em si.

“Imaginem que também estou no boletim de voto”, apelou de forma reiterada nos comícios dos candidatos republicanos, juntamente com a promessa de oferecer 5 mil dólares (cerca de 4.400 euros) a todos os cidadãos adultos norte-americanos, caso os republicanos vençam as eleições.

Na reta final da campanha, anunciou uma recompensa de um milhão de dólares (mais de 890 mil euros) para quem denunciar fraudes nas eleições.

Atualmente, os republicanos controlam as duas câmaras.