Israel, Suíça e Áustria confirmam primeiros casos de Monkeypox

Agência Lusa
22 mai, 18:20
Monkeypox (GettyImages)

As autoridades de saúde dos três países confirmaram os casos este domingo. Joe Biden considerou que o vírus "é algo com que todos devem estar preocupados". Espanha acordou novas regras para impedir o contágio

As autoridades israelitas revelaram ter detetado o primeiro caso de varíola num homem que regressou de um país da Europa Ocidental e disseram que estão a investigar outros casos suspeitos. O Ministério da Saúde de Israel disse que o homem foi internado sábado num hospital de Telavive com sintomas leves, e apelou a qualquer pessoa que regresse do estrangeiro com febre e lesões cutâneas para procurar ser vista por médico.

Também a Suíça reportou o primeiro caso de varíola detetado no país num ser humano e adiantou que a pessoa infetada é seguida em ambulatório e está isolada em casa. Esta pessoa vive no cantão de Berna, mas foi exposta ao vírus no exterior, anunciou a Direção de Saúde do Cantão de Berna, detalhando que as suspeitas surgiram na sexta-feira e as análises laboratoriais confirmaram a suspeita no sábado à tarde.

Foi realizado um rastreio de contacto, para identificar possíveis cadeias de transmissão, e todos os contactos foram informados, referiram as autoridades cantonais em comunicado.

Foi ainda, este domingo, confirmado o primeiro caso de Monkeypox  na Áustria, de acordo com as autoridade de saúde de Viena. A informação foi revelada no Twitter: "Caso suspeito de vírus da varíola confirmado", acrescentando que o paciente do sexo masculino tinha dado positivo à virose e, dados os seus sintomas, era seguro assumir que era Monkeypox. Foi levado para um hospital da cidade no domingo com febre e lesões cutâneas. 

Em Espanha, o Ministério da Saúde e as comunidades acordaram sábado o protocolo a seguir para os infetados com o vírus da varíola dos macacos (Monkeypox), que prevê o uso da máscara, o isolamento para os infetados e que os seus contactos reduzam ao máximo as interações sociais, enquanto os casos suspeitos aumentam, a maioria na Comunidade de Madrid.

Em Espanha já houve pelo menos 30 casos confirmados por teste PCR, todos na Comunidade de Madrid e ligados a uma sauna na cidade que foi entretanto encerrada, enquanto suspeitas de casos estão a crescer em todo o país, com foco na capital, Madrid, onde passaram de 15 para 39 os casos suspeitos. Além da Comunidade de Madrid, seis outras regiões espanholas monitorizam possíveis casos.

Nos EUA, as autoridades de Nova Iorque anunciaram que um residente da cidade testou positivo para o vírus Monkeypox, estando isolado em casa e a aguardar uma segunda confirmação pelo Centro de Controlo de Doenças. Este caso em Nova Iorque surge depois de as autoridades sanitárias de Massachusetts terem confirmado o seu primeiro caso de varíola dos macacos no dia 18 de maio.

O Presidente dos EUA, Joe Biden falou, este domingo, pela primeira vez no assunto, à margem da sua digressão asiática, declarando que o impacto da propagação da varíola pode ser "substancial". Biden disse que não tinha ainda sido totalmente informado pelas autoridades de saúde norte-americanas do "nível de exposição" dos Estados Unidos a este vírus, mas considerou que "é algo com que todos devem estar preocupados", porque "se se espalhasse, seria substancial" o impacto.

A Organização Mundial de Saúde confirmou cerca de 80 casos em todo o mundo e cerca de 50 casos suspeitos de contágio pelo vírus Monkeypox. A doença foi detetada nos últimos dez dias em pelo menos 12 países, incluindo Portugal (23 casos segundo a Direção-Geral da Saúde), Espanha, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Suécia e agora Israel e Suíça.

A varíola é uma doença rara cujo agente patogénico pode ser transmitido de animais para humanos e vice-versa. Os seus sintomas assemelham-se, de forma menos severa, aos observados no passado em indivíduos com varíola: febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, durante os primeiros cinco dias. Em seguida, erupções cutâneas, lesões, pústulas e finalmente crostas.

Não há tratamento para a varíola, que geralmente cura espontaneamente e cujos sintomas duram de 14 a 21 dias.
 

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