Manifestantes antivacina e contra as restrições covid tentaram invadir parlamento da Bulgária

Agência Lusa , BCE
12 jan, 19:48

Bulgária é o país da União Europeia com menor taxa de vacinação (28%), numa altura em que o número de infeções tem vindo a registar um crescente aumento

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Milhares de manifestantes contra a vacinação e as restrições impostas pelo governo da Bulgária devido à pandemia de covid-19 protestaram esta quarta-feira diante do parlamento, em Sófia, e dezenas tentaram invadir o edifício.

A forte presença policial impediu que os manifestantes entrassem no parlamento e alguns deles foram detidos, enquanto outros, cujo número está ainda por determinar, ficaram feridos. Quatro agentes da polícia receberam assistência hospitalar, segundo a agência norte-americana Associated Press (AP).

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A violência eclodiu numa manifestação de protesto contra o uso obrigatório de máscaras e a vacinação, organizado por um grupo nacionalista.

“O objetivo do protesto é acabar com as medidas restritivas e, sobretudo, com o certificado de vacinação, que é inconstitucional”, afirmou à AP Kostadin Kostadinov, líder do partido Vazrazhdane, antes do início do protesto.

O grupo nacionalista, que detém 13 dos 240 assentos parlamentares, ganhou apoio entre os opositores das restrições, que preveem a obrigatoriedade de apresentação do certificado de vacinação para aceder a bares, restaurantes e outros locais de lazer.

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Os cerca de cinco mil manifestantes agitaram bandeiras nacionais e cantaram canções patrióticas, tendo permanecido na praça diante da Assembleia Nacional, sublinhando que planeavam por ali ficar até que as suas exigências fossem atendidas.

Bulgária é o país da UE com menor taxa de vacinação

A Bulgária, o país mais pobre da União Europeia (UE) e que está a enfrentar um novo surto de infeções, é o país menos vacinado da União Europeia (UE), com 28% dos cerca de 6,5 milhões de habitantes totalmente vacinados contra a covid-19. 

Segundo os dados oficiais desta quarta-feira, nas últimas 24 horas, a Bulgária registou um recorde no número diário de casos, ao contabilizar 7.052 infeções.

O total de casos nas últimas 24 horas significa que o número de infeções se multiplicou por sete desde o início do ano, evolução que as autoridades justificam com a variante Ómicron, muito mais contagiosa.

O índice de contágios a 14 dias por cada 10 mil habitantes está atualmente em 700, o triplo desde o início deste mês, com especial incidência em Sófia, onde o indicador atinge os 1000.

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Também nas últimas 24 horas, as autoridades sanitárias búlgaras contabilizaram 89 mortes por covid-19.

O total de pacientes hospitalizados subiu 23% nos últimos 10 dias, enquanto a taxa de ocupação de camas nas unidades de cuidados intensivos chegou aos 83%.

Segundo os dados oficiais, a taxa de mortalidade na Bulgária é de 4600 mortes por milhão de habitantes.

O primeiro-ministro búlgaro, Kiril Petkov, em declarações feitas a partir da sua residência, onde está a cumprir quarentena depois de ter contactado com uma pessoa infetada, pediu calma e convidou os representantes dos manifestantes para se deslocarem na sexta-feira ao seu gabinete para uma análise das exigências.

Alem de Petkov, outros 28 membros do governo e do parlamento estão de quarentena até à próxima terça-feira, depois de todos terem estado com o presidente da Assembleia Nacional, Nicola Minchev.

Em quarentena está também o presidente da Bulgária, Rúmen Radev.

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