Protestos juntam uma centena à porta do hotel onde está Djokovic

7 jan, 08:37

Tenista sérvio está detido no mesmo local onde há meses se encontram mais de 30 requerentes de asilo. Houve protestos pró e contra Djokovic

Mais de 100 pessoas juntaram-se à porta do hotel em Melbourne, Austrália, onde Novak Djokovic se encontra detido enquanto aguarda o resultado do recurso da ordem de extradição dada pelo serviço de controlo de fronteiras da Austrália depois da nega ao visto para entrar no país.

Os manifestantes, entre eles membros da comunidade sérvia, fã do tenista ativistas anti-vacinas, costumam reunir-se regularmente à volta do Hotel Park para reivindicar os direitos de mais de 30 requerentes de asilo que ali se encontram detidos há meses.

«Tudo o que rodeia este evento é terrível e estamos muito desapontados com a forma como o primeiro-ministro australiano o tem tratado. Que Djokovic tenha de passar o Natal num centro de detenção é impensável», criticou o reitor da Igreja Ortodoxa Sérvia da Santíssima Trindade de Melbourne, Milorad Locard.

Mais tarde, outros manifestantes - um pequeno grupo - também estiveram junto ao mesmo hotel, mas a pedir apenas a libertação dos refugiados e para se posicionarem contra a entrada de Djokovic na Austrália.

Novak Djokovic aterrou quarta-feira na Austrália e foi barrado no aeroporto de Melbourne, onde esteve várias horas antes de ser transportado para um hotel do qual só deverá sair para ser presente na próxima segunda-feira a um juiz que vai decidir sobre se pode continuar livremente na Austrália para disputar o primeiro Grand Slam da temporada ou se a ordem para abandonar é para manter. «Ele é livre de deixar o país assim que o entender e os serviços de fronteiras», afirmou à ABC a ministra dos Assuntos Internos australianos, Karen Andrews.

Nesta quinta-feira, os pais de Novak Djokovic participaram no protesto em Belgrado, capital da Sérvia. «Hoje podem atirá-lo para uma masmorra, amanhã podem acorrentá-lo. O Novak é o Spartacus [antigo gladiador que liderou uma revolta de escravos contra o Império Romano] de um novo mundo que não tolerará a injustiça, o colonialismo e a hipocrisia», afirmou Srdjan Djokovic, pai do atual número 1 do ranking ATP e recordista de títulos do Grand Slam (20) a par de Roger Federer e Rafael Nadal.

(artigo atualizado)

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