Sporting-Vitória, 3-0 (crónica)

Ricardo Gouveia , Estádio de Alvalade
21 abr, 22:33

Via verde para o título

Via verde para o título. O Sporting ultrapassou este domingo o Vitória, a última equipa a derrotar os leões na Liga, com um sólido 3-0 e segue imperturbável na autoestrada para o título, precisando agora de confirmar apenas mais dois checkpoints dos quatro que faltam até ao final da temporada. Um jogo que assinalou o regresso de Gyokeres aos golos, depois de cinco jogos em jejum, com o sueco a ser determinante, com um golo e fechar a primeira parte e outro a abrir a segunda.

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Um dos segredos do sucesso dos leões esta época está na fortaleza de Alvalade onde os leões, em quinze jogos, somaram outras tantas vitórias, somando o máximo de pontos possíveis em casa. Para o jogo desta noite, Ruben Amorim tinha anunciado que não havia espaço para gestão e que iam subir ao relvado os melhores e, de facto, em relação ao triunfo em Famalicão, no acerto de calendário, o treinador trocou apenas o castigado Diomande por St. Juste. Mais mudanças no lado do Vitória, com Álvaro Pacheco a mudar mais de metade da equipa que perdeu no Dragão no segundo jogo das meias-finais da Taça.

O jogo começou com o Sporting a assumir as despesas do jogo, com uma elevada posse de bola, mas longe da baliza de Bruno Varela, uma vez que o Vitória defendia com um bloco médio, com duas linhas bem próximas, a servirem de tampão à progressão da equipa de Amorim. Apesar do forte congestionamento no corredor central, os leões iam conseguindo profundidade, ora nos passes longos de Gonçalo Inácio, sobre a esquerda, ou, com menos frequência, nas arrancadas de Viktor Gyokeres. Com Daniel Bragança a cair muitas vezes sobre a esquerda, o Sporting conseguia ganhar metros no corredor, com Nuno Santos muito ativo a conseguir colocar a bola na área.

Foi por aí que surgiu a primeira verdadeira oportunidade do jogo, já aos vinte minutos, com Daniel Bragança a cruzar da esquerda para a direita onde surgiu Geny Catamo a tentar fazer uma réplica do golo que tinha marcado no dérbi frente ao Benfica. O moçambicano ajeitou a bola, tirou dois adversários da frente e disparou, já com Bruno Varela batido, mas com Borevkovic a salvar sobre a linha de golo. O Sporting voltou a descair para a esquerda, onde também surgia, a espaços, Gyokeres, mas foi sobre a direita que surgiu o primeiro golo do jogo. Trincão lança Geny que cruza para a área onde Daniel Bragança tenta controlar, mas é Pote que beneficia de um ressalto para disparar para as redes de Bruno Varela.

Um lance muito contestado pelo Vitória que, na resposta, também criou perigo, num passe de Tomás Handel a lançar Afonso Freitas para o interior da área, mas o lateral acaba por chocar com Franco Israel que vinha ao seu encontro. Ficou a ideia de que o árbitro ia assinalar penálti, mas depois percebeu-se que o lateral estava em posição irregular.

O jogo seguiu tenso, com o Vitória agora a acelerar o jogo, à procura do empate, mas foi o Sporting que voltou a marcar, mesmo em cima do intervalo, no melhor lance de todo o desafio, desenhado ao primeiro toque, com Gyökeres, com um pontapé de raiva, a quebrar o enguiço que o impediu de festejar nos últimos cinco jogos. Os leões iam bem mais tranquilos para o intervalo e isso ficou bem patente no início da segunda parte.

Gyokeres bisa e Alvalade pede o título

Os leões voltaram ao relvado ainda mais autoritários e precisaram de apenas quatro minutos para voltar a marcar, outra vez por Gyokeres, para delírio dos adeptos. Mais um grande lance em Alvalade, com Pote a picar a bola para a área, onde surgiu Trincão, com uma receção fenomenal, com a ponta da bota, a recolher a bola, para depois a entregar ao sueco que só teve de encostar. O estádio veio abaixo. O jogo acabou nas bancadas, com os adeptos todos de pé a pedir o título, mas o jogo prosseguiu no relvado.

Álvaro Pacheco não esperou mais e lançou Nuno Santos e Jota Silva, o melhor marcador da equipa, para a contenda, e o jogo mudou. O Vitória passou a atacar com mais critério, subindo as suas linhas e trabalhando mais a bola, diante de um Sporting que recuava a toda a linha para passar a apostar num futebol mais direto, com pontapés longos para Gyokeres e Trincão.

O Vitória passou a ter mais bola, mas o Sporting pareceu estar sempre mais perto do quarto golo do que propriamente os minhotos reduzirem a diferença. Os leões chegaram mesmo a festejar um quarto golo, marcado por Edwards, mas foi assinalada a posição irregular de Gyokeres e não valeu. A verdade é que os leões controlaram o jogo até ao final sem grandes calafrios e acabaram, mais uma vez, numa festa em comunhão com as bancadas.

Com esta vitória, o Sporting até pode ser campeão já no final da próxima jornada, mas, para isso, terá de vencer o FC Porto no Dragão e esperar que o Benfica perca esta segunda-feira em Faro ou na próxima semana na receção ao Sp. Braga.

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