Sp. Braga-Estoril, 3-1 (crónica)

Bruno José Ferreira , Estádio Municipal de Braga
3 dez 2023, 17:28

Cambalhota à guerreiros, o filme habitual

Tem sido um hábito esta época. Na tarde fria deste domingo repetiu-se um filme já visto: o Sp. Braga bateu o Estoril na pedreira com uma cambalhota no marcador operada com golos de Ricardo Horta, Simon Banza e Victor Gómez, a anular a vantagem da equipa da linha, alcançada com um golo de Guitane.

Sem querer deixar fugir o grupo da frente, os bracarenses viram-se em desvantagem a meio da primeira parte frente a um Estoril em crescendo que vinha de três triunfos consecutivos – um deles no Dragão. Mas, de forma justa, o conjunto de Artur Jorge deu forma à sua superioridade no jogo com nova reviravolta no marcador.

Mostrando, a espaços, bons processos de jogo e momentos que até pareciam prometedores, a realidade é que o Estoril foi demasiado curto – pouco fez para além do golo – e não enquadrou qualquer remate com a baliza na resposta à desvantagem. Sétima jornada consecutiva sem perder do Sp. Braga, que segue sólido no quarto posto.

Afinação da linha testa domínio arsenalista

Na ressaca do jogo europeu frente ao Union Berlim, em que apesar de empatar o Sp. Braga saiu com uma sensação positiva ao jogar sensivelmente uma hora em superioridade numérica, no regresso às provas internas a equipa de Artur Jorge entrou a todo o gás. Os bracarenses tentaram explorar os espaços concedidos pelo setor mais recuado do Estoril, somando vários lances ofensivos de perigo.

Entrou claramente melhor no jogo o Sp. Braga, teve mais bola e controlava as operações, mas um Estoril bom de bola pôs-se em vantagem a meio do primeiro tempo, numa jogada de afinação perfeita. Holsgrove trabalhou no meio campo, descobriu espaço para a velocidade de Guitane, com o atacante a ir à cara de Matheus fazer o golo.

Durou, contudo, pouco tempo a vantagem do conjunto de Vasco Seabra. Foi o capitão do Sp. Braga a puxar dos galões para, apenas sete minutos depois, bater Carné. Pizzi faz o passe açucarado, de calcanhar, a permitir a Horta estabelecer o empate com um remate cruzado com as medidas certas.

Banza e nova cambalhota no marcador

Continuaram por cima os minhotos, o ritmo não era avassalador, mas era suficiente para ir desperdiçando ocasiões, algumas delas flagrantes. A cambalhota no marcador, um cenário recorrente neste Sp. Braga, foi operada no início da segunda metade num cabeceamento de Simon Banza.

Cruzamento tenso de Victor Gómez, na passada após ter-se esforçado para evitar que a bola se escapasse pela linha lateral, o primeiro cabeceamento de Banza ainda foi defendido por Carné, mas em cima do lance Banza recarregou com sucesso para assinalar o segundo golo bracarense.  

Jogo praticamente fechado quando o cronómetro assinalava quarenta minutos para se jogar. O Estoril foi incapaz de subir no terreno e de forçar outro resultado. Com o jogo completamente controlado, no limbo entre ameaçar mais golos e não se expor de forma desnecessária, o Sp. Braga chegou ao terceiro golo num dos últimos lances do encontro. Victor Gómez, ao meias com Carné, foi ao ataque selar o triunfo, o terceiro consecutivo no campeonato.

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