José Luís Carneiro candidata-se à liderança do PS por "um imperativo de consciência em tempos tão difíceis"

11 nov 2023, 18:28

O ministro da Administração Interna prestou ainda homenagem a António Costa e deixou uma certeza aos oponentes na corrida à liderança dos socialistas. Terão em si "um camarada fraterno e disponível para o engrandecimento do projeto político comum"

José Luís Carneiro anunciou este sábado oficialmente a sua candidatura à liderança do Partido Socialista, alicerçada no projeto político do atual Governo e cujo legado, "apostando apostando no Estado Social, numa gestão com contas certas, numa economia dinâmica e em respostas estruturadas aos desafios dos nossos tempos", será "seu dever aprofundar e aperfeiçoar".

Carneiro, o ministro da Administração Interna, afirma que a sua candidatura deriva "de um imperativo de consciência em tempos tão difíceis" e que "é imprescindível que nesta hora o PS saiba dar uma resposta à altura das suas responsabilidades". "Sou convictamente um militante do socialismo democrático e tenho por certo que a clareza de tal opção ideológica fundada nos valores do humanismo, da fraternidade, da igualdade e da solidariedade é a melhor inspiração para a construção de um mundo melhor", acrescentou, no seu discurso em Coimbra.

Já referindo-se em abstrato aos oponentes na corrida à liderança do partido - Pedro Nuno Santos irá formalizar a candidatura na segunda-feira - sublinhou que qualquer dos seus "camaradas que igualmente se apresente na disputa democrática à liderança do PS" terá nele "um camarada fraterno e disponível para o engrandecimento do projeto político comum, qualquer que sejam as diferenças de opinião que circunstancialmente nos distingam".

Carneiro reitera que a sua candidatura surge também pela aproximação dos 50 anos do 25 de Abril, celebrados em 2024. "A qualidade da Democracia e das suas instituições exige uma disponibilidade firme para podermos estar à altura de quantos no passado deram o melhor das suas vidas pelo Portugal da liberdade".

O socialista promete ainda um "projeto de liderança que", consigo, "os futuros órgãos do meu partido se assumem na melhor tradição do PS, a do respeito e da preservação da sua identidade e de autonomias próprias, de decisão e de estratégia, de nenhum modo por espírito isolacionista, mas sobretudo por saber que é assim que melhor servimos Portugal e os portugueses".  

Antes de terminar o discurso, o governante prestou ainda uma "muito sincera homenagem de António Costa pelo legado político de uma vida integralmente devotada ao ideário do Partido Socialista e, sem pretensão, centrada na realização do interesse nacional". "Agradeço-lhe a confiança que em mim me depositou, que sempre procurei desempenhar com inteira dedicação e inteira honestidade", sublinhou, finalmente.

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