Hubert Aiwanger tinha 55 anos. Era conhecido pelas suas posições eurocéticas, por ter questionado a pandemia e pela defesa intransigente dos motores de combustão
O vice-primeiro-ministro da Baviera e deputado ao parlamento regional, Hubert Aiwanger, foi encontrado morto esta quarta-feira num hotel em Berlim, segundo confirmaram fontes da polícia e do governo daquele estado federado alemão a vários órgãos de comunicação social alemães, incluindo o jornal Bild.
O político, que também ocupava o cargo de ministro da Economia da Baviera, tinha 55 anos e, segundo o Bild, deslocou-se à capital alemã para a inauguração de uma delegação do partido que liderava, a formação regionalista e conservadora Eleitores Livres (FW). No entanto, acabou por não comparecer no evento por se sentir indisposto.
Pouco depois, o corpo foi encontrado no hotel onde estava hospedado. A polícia ainda não se pronunciou sobre as causas da morte.
O partido de Aiwanger integra o governo da Baviera como parceiro minoritário da coligação liderada pela União Social-Cristã (CSU), de orientação democrata-cristã. O político já tinha chamado a atenção no passado pelas suas posições eurocéticas, por ter questionado a pandemia e pela defesa intransigente dos motores de combustão.
Em 2023, esteve no centro daquela que terá sido a sua maior polémica, depois de uma investigação jornalística ter revelado que, enquanto frequentava o ensino secundário, teria alegadamente escrito um panfleto antissemita que fazia piadas com o Holocausto.
Embora Aiwanger tenha sempre negado ser o autor do documento, durante a polémica antigos colegas e professores revelaram pormenores sobre alegadas simpatias pelo nazismo durante a sua juventude.
Apesar da controvérsia, o primeiro-ministro da Baviera, o conservador Markus Söder, recusou na altura demiti-lo, por considerar que essa seria uma resposta desproporcionada à situação.