Democratas vão investigar ações da administração Trump e já exigiram a preservação de documentos. Musk também foi notificado

CNN , Jennifer Hansler
Há 1h e 18min
Elon Musk. Brandon Bell/Getty Images
Elon Musk. Brandon Bell/Getty Images

Abrandamento do Starshield na Ucrânia é um dos temas em causa

A Comissão de Relações Externas do Senado norte-americano enviou cartas a empresas privadas e à administração Trump a exigir a preservação de documentos, tendo em vista as investigações previstas para a próxima legislatura do Congresso, que será controlado pelos democratas, revelou à CNN um assessor democrata do Senado.

Foram enviadas cartas a Elon Musk relacionadas com o abrandamento do Starshield na Ucrânia. Segundo o assessor, também foram enviadas cartas a todos os portos, bancos e entidades privadas envolvidos no acordo relativo ao gasóleo russo. A mesma fonte explicou que "é um procedimento habitual da comissão enviar cartas" a solicitar a preservação de documentos a pessoas suspeitas de violar a lei "ou de participar em determinadas atividades".

Quando assumirem a maioria, em janeiro, os democratas no Congresso deverão avançar com investigações aprofundadas às ações da administração Trump ao longo dos últimos dois anos.

O assessor afirmou que existe "uma comunicação muito próxima" sobre as questões de fiscalização, numa altura em que a comissão se prepara para uma mudança de liderança. A senadora Jeanne Shaheen, atualmente a principal representante democrata na comissão, vai reformar-se, e o senador Chris Coons deverá assumir a presidência, disseram fontes à CNN.

Quanto ao período de transição até à tomada de posse do novo Congresso, o assessor afirmou que não são esperadas grandes alterações à Lei de Autorização da Defesa Nacional (NDAA, na sigla em inglês). "O texto-base, tanto no Senado como na Câmara dos Representantes, está praticamente fechado", explicou. O diploma foi aprovado pela Câmara dos Representantes em julho, mas ainda não foi aprovado pela mesma câmara.

O assessor explicou que, se "acontecer algo de drástico" na guerra no Irão, "poderá haver uma tentativa dos democratas de avançar com novas disposições em troca de votos". No entanto, salientou que os republicanos ainda detêm a maioria no atual Congresso, pelo que é pouco provável que estejam dispostos a apoiar restrições ao Presidente Donald Trump nesta matéria.

A mesma fonte afirmou esperar que os republicanos tentem confirmar o maior número possível de nomeações, incluindo para cargos de embaixador, durante o período de transição. Contudo, no novo Congresso, "será um cenário completamente diferente", acrescentou, admitindo que a administração poderá retirar algumas nomeações que não tenham hipóteses de ser aprovadas.

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