Portas: Família Le Pen está na política “há 52 anos” e teve hoje “o seu dia mais feliz”

30 jun, 22:53

Análise de Paulo Portas debruçou-se sobre os resultados eleitorais em França, o debate Trump-Biden e a escolha de Costa para o Conselho Europeu

Paulo Portas argumenta que este domingo começou, com a primeira volta das eleições, “a era dos extremos” em França.

Para tal contribuiu a ascensão da extrema-direita de Marine Le Pen. No espaço de comentário Global, da TVI, do mesmo grupo da CNN Portugal, Portas lembrou a tradição política desta família

“A família Le Pen está presente na política francesa há 52 anos. E Marine Le Pen tem, provavelmente hoje, o seu dia mais feliz. Não porque tenha ganho a maioria, mas porque ganha umas eleições parlamentares com alguma distância”, descreve.

Paulo Portas define um conjunto de desafios para os próximos tempos em França, a começar pelo facto de “Bardella, o primeiro-ministro indigitado pela União Nacional” ter dito que “só governaria com maioria absoluta”

É expectável, antecipa, uma “coabitação” entre primeiro-ministro e presidente da república como nunca antes vista em França. Segundo Portas, “não existe um corpo de valores comuns”. O comentador argumenta que o presidente Emmanuel Macron “não vai renunciar” e que quer submeter a União Nacional a um “desgaste” grande no Governo.

“A única pessoa que se pode retirar sem ferir orgulho é o próprio Biden”

No Global deste domingo houve também tempo para analisar o debate entre Donald Trump e Joe Biden, onde o presidente norte-americano “não conseguiu” provar que estava “com estamina, dinamismo e lucidez”, tal como desejava, explica Portas.

O comentador lamenta que Biden tenha deixado Trump “mentir à vontade”, considerando que tal “foi a consequência de um excesso de preparação” e de uma “pressão psicológica” para provar que estava “em condições.

Questionado sobre as pressões democratas para a substituição do seu candidato, Portas acredita que “a única pessoa que se pode retirar sem ferir orgulho é o próprio Biden” e aponta algumas figuras que serão determinantes até às eleições em novembro.

“Costa continua a ter sorte”

Outro dos temas em destaque neste Global foram os nomes escolhidos para os cargos de topo na União Europeia, incluindo o de António Costa para a presidência do Conselho Europeu.

Segundo Portas, Costa, para lá do trabalho desenvolvido, “continua a ter sorte, que é uma coisa que não é irrelevante”.

“É tecnicamente impossível ser pior do que Charles Michel”, comparou.

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