Apanhado pela PJ o terceiro suspeito da morte de polícia 

21 mar, 22:26

Foram recolhidas provas e realizadas buscas domiciliárias

O terceiro suspeito das brutais agressões ao agente da PSP Fábio Guerra, que acabou por morrer no hospital de São José, em Lisboa, foi ao final desta segunda-feira capturado pela Polícia Judiciária, apurou a CNN Portugal, e formalmente detido por suspeitas de homicídio. Entretanto, a PJ avançou também para a base do Alfeite para formalizar as detenções dos dois militares que ali se encontravam retidos pelo mesmo crime, cometido na madrugada de sábado junto à discoteca MOME. 

Os três deverão passar a noite no estabelecimento prisional anexo à PJ e serão presentes ao Tribunal de Instrução Criminal entre terça e quarta-feira. Os homens detidos têm 21, 22 e 24 anos.

A PJ, além das detenções na sequência de prova recolhida nos últimos dias - com base em testemunhos e na análise  de imagens de vídeovigilância -, vai também proceder a buscas domiciliárias aos três suspeitos detidos.

"Foram realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias aos três arguidos, incidindo sobre as suas residências, viaturas e unidade militar", informa a PJ.

Na sequência das agressões, recorde-se, outros três agentes da PSP ficaram feridos.

Os dois fuzileiros detidos vão dormir ao presídio militar de Tomar. Já o terceiro suspeito vai passar a noite no estabelecimento prisional anexo à PJ. Os três detidos serão presentes ao Tribunal de Instrução Criminal na quarta-feira.

No domingo, a Marinha Portuguesa revelou que dois fuzileiros estão a responder a um inquérito interno e “à disposição das autoridades” para as investigações sobre os acontecimentos que conduziram à agressão de quatro polícias no exterior de uma discoteca em Lisboa.

Os outros três agentes da PSP agredidos junto à discoteca Mome, na Avenida 24 de Julho, tiveram sábado alta do hospital e prestaram declarações à Polícia Judiciária, que está a investigar o caso, disse à Lusa fonte da PSP.

Em comunicado divulgado no sábado, a PSP referia que o incidente ocorreu pelas 06:30 desse dia “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna” e começou “com agressões mútuas entre vários cidadãos”.

Segundo relata a polícia, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos.

O Presidente da República e o Governo já vieram lamentar a morte do agente, sendo que o Ministério da Defesa garantiu que os factos do caso vão ser apurados. Por todo o país têm-se multiplicado as homenagens, como aquela que se fez na noite desta segunda-feira, em frente à esquadra de Alfragide, de onde era o jovem.

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