"Será recordado pela sua coragem e dedicação". Presidente da República lamenta morte de agente da PSP

21 mar, 12:54

Numa nota no site da presidência, Marcelo Rebelo de Sousa "manifestou a sua tristeza e pesar pela perda de uma vida em circunstâncias tão trágicas"

O Presidente da República lamentou, esta segunda-feira, a morte do agente da PSP que estava em coma, no hospital de São José, em Lisboa, depois de ter sido violentamente agredido à porta da discoteca MOME na madrugada de sábado. 

Numa nota no site da presidência, Marcelo Rebelo de Sousa "manifestou a sua tristeza e pesar pela perda de uma vida em circunstâncias tão trágicas", acrescentando ainda que Fábio Guerra "será recordado pela sua abnegação, coragem e dedicação ao serviço do próximo e da segurança pública".

"O Presidente da República endereça as mais sentidas condolências à família do agente Fábio Guerra, bem como aos seus amigos e aos profissionais da PSP", lê-se na mesma nota. 

Fábio Guerra, de 26 anos, estava em coma, desde sábado, no hospital de São José, em Lisboa. Pertencia à esquadra 64 de Alfragide e não resistiu aos graves ferimentos provocados pelas violentas agressões ocorridas na madrugada de sábado. 

Em comunicado, a Direção Nacional da PSP revela que o agente morreu esta segunda-feira de manhã, vítima das graves lesões cerebrais que sofreu.

"A PSP e toda a sua família policial manifestam publicamente, aos familiares e amigos do nosso Polícia falecido, votos de pesar, apoio e solidariedade, neste momento trágico. A PSP agradece todos os esforços do pessoal médico do Hospital de São José, na assistência ao nosso Polícia, na luta que travou. O Agente Fábio Guerra honrou, até às últimas consequências, a sua condição policial e o seu juramento de “dar a vida, se preciso for”, num gesto extremo de generosidade e sentido de missão. Disso nunca nos esqueceremos", pode ler-se na nota enviada às redações.

Os outros três agentes também foram agredidos, mas já tiveram alta hospitalar e foram, entretanto, ouvidos pela Polícia Judiciária. 

Os quatro elementos do PSP estavam fora de serviço quando intervieram num episódio de agressões entre dois grupos no exterior da discoteca MOME. Há três suspeitos identificados pelas autoridades. No entanto, ainda não há detenções.

"Continuam em curso todas as diligências, em coordenação com a Polícia Judiciária, visando a identificação e detenção de todos os autores das agressões, que resultaram na morte do nosso Polícia", acrescenta o comunicado da força de segurança.

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