Três homens foram condenados a prisão perpétua, mas juraram estar inocentes. Mais de 20 anos depois, uma nova prova de ADN pode dar-lhes razão

CNN Portugal , ARC
15 ago 2023, 20:28
Três homens presos por homicídio recorrem com nova prova de ADN (CNN Internacional

Os três detidos são defendidos por organizações sem fins lucrativos, que trabalham para libertar pessoas que acreditam ter sido condenadas injustamente

Foram condenados a prisão perpétua quando eram adolescentes e, entretanto, já cumpriram mais de 20 anos de prisão nos Estados Unidos, apesar de terem-se sempre declarado inocentes. Os três homens estão agora a recorrer da condenação com base em novas provas de ADN, que apontam para outro suspeito - ainda não identificado - de violar e matar uma mulher de cerca de 70 anos.

Tudo aconteceu nos arredores de Filadélfia. Derrick Chappel, atualmente com 41 anos, Morton Johnson, de 44, e Samuel Gratsy, de 47, foram condenados por homicídio em segundo grau em julgamentos separados. Agora, esperam que as novas provas anulem a condenação e lhes ditem um futuro diferente.

"Este foi um crime, uma agressão sexual e um homicídio, cometido por um único agressor, e os homens errados estão hoje na prisão e já estão há quase um quarto de século", disse à CNN Vanessa Potkin do Innocence Project, a organização sem fins lucrativos que representa Morotn Johnson.

Os três detidos foram presentes a tribunal no passado dia 25 de julho para uma audiência prévia. Os advogados argumentaram que o sémen e outro material genético presente no local do crime apontam para aquele que será o verdadeiro suspeito.

Os procuradores argumentaram, por sua vez, que as provas de ADN não absolvem os três homens que também foram condenados com base noutras provas. "A prova de ADN pós-condenação não é convincente nem prova de inocência", defendeu a procuradora-adjunta do Delaware, Sara G. Vanore.

No entanto, o advogado de Samuel Gratsy contou à CNN que a acusação tem por base o testemunho de um jovem de 15 anos, portador de deficiência intelectual, que terá sido coagido, constituindo uma prova “esmagadora e muito significativa”. Paul Casteleiro, da associação sem fins lucrativos Centurion, afirmou ainda: “É o caso mais assustador que já acompanhei.”

A 22 de agosto, o caso vai novamente a tribunal, contando com um testemunho a favor dos arguidos.

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