EUA anunciam ajuda de 600 milhões de euros para reconstruir Síria

Agência Lusa , CV
11 mai, 15:29
Estado Islâmico

Foi ainda anunciado que os EUA continuarão a investir em assistência aos países da África subsaariana, em programas de contraterrorismo, para ajudar a deter os movimentos ‘jihadistas’.

A subsecretária de Estado norte-americana Victoria Nuland anunciou que os EUA vão emitir uma licença geral para facilitar o investimento nas regiões da Síria libertadas do Daesh, ajudando à sua reconstrução.

Durante o seu discurso, que decorreu em vésperas da reunião ministerial da coligação global contra o Daesh, que se realiza esta quinta-feira na cidade marroquina de Marraquexe, Nuland explicou que a iniciativa visa completar os investimentos financeiros dos EUA para a reconstrução das áreas libertadas dos movimentos terroristas, localizada no norte da Síria e controlada pelo Exército Livre ou pelas forças curdas.

Em 2021, os EUA já tinham investido cerca de 40 milhões de euros para estabilizar essas áreas da Síria, tendo pedido aos doadores para aumentarem o apoio a esta causa.

De acordo com Nuland, em 2022 os EUA pretendem destinar mais de 600 milhões de euros às comunidades libertadas do Iraque e da Síria.

A subscretária de Estado norte-americana admitiu que, embora o Daesh esteja substancialmente enfraquecido na Síria e no Iraque, continua a ser “uma ameaça a qualquer tentativa de reconstrução da região”. 

Em relação ao continente africano, de uma forma geral Nuland aconselhou uma atitude de “vigilância” devido ao aumento da atividade terrorista, especialmente na área do Sahel, onde aumentou 43% entre 2018 e 2021.

A responsável pela diplomacia dos EUA anunciou ainda que o seu país continuará a investir em assistência aos países da África subsaariana em programas de contraterrorismo para ajudar a deter os movimentos jiadistas.

Na sessão de abertura da reunião de Marraquexe, o ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino, Naser Burita, também focou o seu discurso na ameaça do Daesh em África, sublinhando que este continente se tornou o “principal objetivo” dos movimentos jiadistas.

O terrorismo custou a África cerca de 150 mil milhões de euros, explicou Burita, acrescentando que 27 entidades terroristas baseadas no continente estão registadas na lista de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Cerca de 80 delegações participam nesta reunião ministerial, sendo 37 da Europa, 15 da África, 13 de países árabes e sete da Ásia e do Pacífico, além de representantes da Liga Árabe, União Europeia, Interpol e NATO. Portugal está representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.

A coligação foi fundada em 2014 e conta com 85 países – o Benim acaba de ingressar – que estão comprometidos em derrotar o Daesh em todas as frentes, desmantelar as suas redes e lutar contra as suas ambições globais.

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