Putin e Macron falaram mais de duas horas ao telefone. Presidente russo quer que o Ocidente deixe de enviar armas para a Ucrânia

CNN Portugal , BCE com Agência Lusa
3 mai, 18:33
Macron e Putin (AP)

Tudo o que se sabe sobre a conversa telefónica entre os chefe de Estado francês e russo, a primeira desde que Macron foi reeleito para o segundo mandato na presidência francesa

O presidente francês Emmanuel Macron falou esta terça-feira com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, numa conversa telefónica que durou mais de duas horas e na qual o chefe de Estado francês reiterou o apelo para o fim da guerra na Ucrânia.

De acordo com um comunicado do Kremlin, Vladimir Putin exortou o Ocidente a deixar de fornecer armas à Ucrânia, considerando que esta seria uma forma de "ajudar a pôr fim às atrocidades" que se vivem na Ucrânia.

“O Ocidente poderia ajudar a pôr fim a estas atrocidades exercendo uma influência adequada sobre as autoridades de Kiev, bem como pondo termo ao fornecimento de armas à Ucrânia”, afirmou Putin.

Putin acusou ainda o Ocidente de ignorar os "crimes de guerra cometidos pelos militares ucranianos", bem como "o bombardeamento maciço de cidades e aldeias no Donbass", que resultam na morte de civis.

Ainda assim, e "apesar da inconsistência de Kiev", o chefe de Estado russo disse continuar disponível para o diálogo com o lado ucraniano.

Por sua vez, Macron, recém-eleito para o segundo mandato na presidência francesa, instou o Vladimir Putin a “estar à altura das suas responsabilidades de membro permanente do Conselho de Segurança [da ONU] pondo termo a esta agressão devastadora” na Ucrânia.

Emmanuel Macron disse ainda estar disposto a “trabalhar com as organizações internacionais competentes para contribuir para levantar o bloqueio russo às exportações de produtos alimentares ucranianos pelo mar Negro", face às consequências deste bloqueio para "a segurança alimentar mundial".

Em resposta, Putin reconheceu que a situação é complicada, tendo em conta as sanções impostas pelo Ocidente.

O chefe de Estado francês manifestou ainda a sua "profunda preocupação em relação a Mariupol", em particular em relação à situação atual na região do Donbass, onde se concentram agora as forças russas. Macron instou Vladimir Putin a "permitir a continuação da retirada de civis da fábrica de Azovstal", que teve início no sábado, após um acordo entre as duas partes com a ajuda da ONU e do Comité Internacional da Cruz Vermelha.

Face a esta preocupação, Putin deu conta da “libertação de Mariupol” e da retirada de “civis detidos por nacionalistas na fábrica de Azovstal, em conformidade com o acordo alcançado” na reunião que manteve com o secretário-geral da ONU, António Guterres, em 26 de abril

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