Não há pistas sobre o desaparecimento de Émile e as hipóteses de encontrá-lo com vida "estão muito comprometidas"

12 jul 2023, 11:25

Quatro dias depois de ter desaparecido nos Alpes franceses, o menino de dois anos continua por encontrar. Investigação entrou agora na segunda fase

A busca por Émile, de dois anos, que está desaparecido desde sábado nos Alpes franceses, continua, mas os investigadores dizem que não há "nenhuma pista, nenhuma informação, nenhum elemento" que os ajude a compreender o que aconteceu. 

De acordo com o jornal Le Figaro, a investigação do desaparecimento da criança entrou, esta quarta-feira, na segunda fase, com a análise dos elementos recolhidos, durante a qual as autoridades esperam encontrar respostas para o caso.

Depois da investigação ter mudado de estratégia, com as buscas a serem concentradas na aldeia e com 30 edifícios "completamente visitados", 12 veículos revistados, 25 habitantes ouvidos e 12 hectares varridos, esta quarta-feira os investigadores vão analisar as comunicações feitas na área no momento do desaparecimento para tentarem identificar todas as pessoas que podem ter passado pela zona.

"É uma questão de procurar a mais pequena pista, o mais pequeno vestígio. O pequeno Émile não foi encontrado", afirmou o procurador público de Digne-les-Bains, Rémy Avon, na terça-feira à noite, acrescentando que os investigadores não têm "nenhuma pista, nenhuma informação, nenhum elemento que nos ajude a compreender este desaparecimento". "Estamos no mesmo ponto que ontem e anteontem".

Nas investigações feitas na terça-feira, as autoridades utilizaram cães, mas estes não detetaram nenhum odor da criança. Em conferência de imprensa, o procurador público afirmou que as hipóteses de encontrar a criança com vida "estão muito comprometidas". 

Em declarações ao Le Figaro, o general François Daoust, diretor do centro de investigação da polícia e professor de ciências criminais na Universidade de Cergy-Paris, afirmou que as autoridades têm três hipóteses a considerar. 

"Uma fuga sem propósito, um acidente com uma pessoa perturbada que escondeu o corpo e o rapto por um predador. Na ausência de elementos, os investigadores exploram-nos a todos e procedem por eliminação", considerou.

As autoridades tentam todas as hipóteses para resolver o mistério do desaparecimento da criança. O número de investigadores dedicados ao caso foi aumentado de 15 para 20 e o inquérito judicial continua aberto para "procurar as causas do desaparecimento preocupante", sem que nenhuma pista esteja a ser oficialmente privilegiada.

O último apelo, na altura em que os esforços se concentram nas comunicações, é que os cidadãos não entupam a linha telefónica disponibilizada para receber informações, uma vez que já foram recebidas mais de 1.200 chamadas, sendo que algumas delas obrigaram à mobilização das forças de segurança.

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