Juristas católicos apelam à participação contra a abstenção nas eleições de 10 de março

Agência Lusa , MM
25 fev, 14:34
Eleições (Lusa/Paulo Novais)

A AJC sublinha “a dignidade das várias formas de ação política como modos privilegiados de amor ao próximo na sua dimensão estrutural e de serviço ao bem comum” e defende “a necessidade de reabilitação da política, perante os exemplos negativos que a desvirtuam”

A Associação dos Juristas Católicos (AJC) apelou este domingo “à maior participação dos cidadãos” nas eleições legislativas, considerando não poder aceitar com resignação “os níveis de abstenção que se têm verificado em eleições anteriores”.

Em comunicado, a AJC sublinha “a dignidade das várias formas de ação política como modos privilegiados de amor ao próximo na sua dimensão estrutural e de serviço ao bem comum” e defende “a necessidade de reabilitação da política, perante os exemplos negativos que a desvirtuam”.

Na nota divulgada no dia em que começa oficialmente a campanha eleitoral para as eleições legislativas de 10 de março, a AJC aproveita para evocar os princípios que, baseados na doutrina social da Igreja, “devem orientar as escolhas de eleitores e eleitos, antes e depois das eleições”.

Entre estes princípios, são destacados “a defesa da vida humana em todas as suas fases, da conceção até à morte natural; a prioridade do combate à pobreza enquanto violação da dignidade humana; a promoção da família, célula fundamental da sociedade, fator de coesão social e de superação da crise demográfica”, bem como “o respeito da liberdade religiosa e da liberdade de ensino (com recusa de imposições ideológicas estatais neste âmbito)” ou “o acolhimento generoso e responsável de refugiados e migrantes”.

A associação que congrega na sua direção nomes como José Lobo Moutinho, Pedro Vaz Patto, José Souto de Moura ou Isilda Pegado lamenta que “muitos destes temas, de relevante alcance ético”, sejam “habitualmente subalternizados nas campanhas eleitorais, mais centradas em tópicos que envolvam interesses pessoais e de grupo”.

Neste contexto, apela “a que nesta campanha eleitoral a começar assim não aconteça, nem no que se refere à postura dos candidatos, nem no que se refere aos critérios de escolha dos eleitores”.

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