CDU contesta fim de cirurgias ao cancro da mama em várias unidades de saúde

Agência Lusa , MM
29 fev, 14:10
Paulo Raimundo, da CDU, nas rua de Alverca (Lusa/Paulo Cotrim)

"É um retrocesso brutal e contrasta profundamente com aquilo que foi dito ontem pelo secretário-geral do PS", disse o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, durante uma arruada em Queluz, no concelho de Sintra

O secretário-geral do PCP contestou, esta quinta-feira, o fim de cirurgias ao cancro da mama em sete unidades locais de saúde e acusou o PS de dizer uma coisa e fazer o contrário relativamente ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Esta decisão do Ministério da Saúde - não vale a pena encobrir que é a direção executiva, isso comigo não cola – de encerrar cirurgias do cancro da mama em várias unidades de saúde é um retrocesso brutal e contrasta profundamente com aquilo que foi dito ontem pelo secretário-geral do PS, a dizer que com o PS nem um passo atrás no SNS”, afirmou Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas, durante uma arruada em Queluz, no concelho de Sintra.

A posição do líder da CDU (Coligação Democrática Unitária, que junta PCP e PEV) surgiu na sequência da notícia avançada pelo jornal Público, que adiantou que sete unidades locais de saúde vão deixar de fazer cirurgias ao cancro da mama a partir do dia 1 de Abril. Para o líder comunista, só o reforço da votação na CDU pode travar a medida.

“O PS diz isso num dia e no dia a seguir o Ministério da Saúde encerra sete ou oito valências de cirurgia de cancro na mama. É isto que está a acontecer e não pode continuar assim. Está aqui um bom exemplo para dar mais força à CDU: connosco não há encerramento de valências nenhumas, connosco há mais médicos e enfermeiros para responder às necessidades das pessoas. As pessoas que nos estão a ouvir sabem que isto é mesmo verdade”, referiu.

O tema da saúde voltou à conversa de Paulo Raimundo pouco depois, agora no contacto com uma eleitora com que se cruzou na rua, para reconhecer que o próprio também não tem médico de família, face às queixas da senhora por essa situação.

“Já somos dois. Nós vamos resolver o seu problema com a sua força e a de todos os que nos quiserem apoiar. A senhora precisa de médico de família e tem direito a isso, eu também preciso de médico de família e também tenho direito a isso. E 1,7 milhões de pessoas também precisam de médico de família”, vincou.

Alertou igualmente para a questão da comparticipação das creches e defendeu uma “rede pública de creches” do Estado, “não para competir, mas para ser um fator de complementaridade” às instituições existentes, assumindo a sensibilidade ao tema e não apenas por “ter três filhos”.

“Esta é uma grande emergência também do ponto de vista nacional. Só é possível garantir o acesso gratuito a todos às creches se o Estado investir numa rede pública de creches, que não substitua as IPSS, mas que tenha um papel de resolver o problema. De outra forma não é possível”, observou.

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