Delfim antevê dérbi e destaca a «energia ofensiva» do Sporting

27 fev, 09:52
Delfim, antigo jogador do Sporting

Antigo jogador considera que a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal vai ser jogada com «alguns cuidados» de parte a parte

Sporting e Benfica vão jogar a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal na próxima quinta-feira e Delfim, antigo jogador do Sporting, espera um duelo com «alguns cuidados», mas sente que os leões estão, nesta altura, em melhor forma exibicional do que os encarnados.

«Como [a eliminatória] é jogada em duas partidas, as equipas terão alguma cautela, não obstante a intenção de quererem impor a sua marca e expressar vontade de vencer. Não há a questão dos golos fora. Os 180 minutos serão tidos em consideração e, mediante o desenrolar de cada duelo, as equipas técnicas farão a melhor gestão possível», avaliou o antigo internacional português que representou os leões de 1998 e 2001 em declarações à agência Lusa.

O Sporting recebe o Benfica na quinta-feira, a partir das 20h45, no Estádio José Alvalade, numa altura em que as águias lideram a I Liga, com mais dois pontos face aos leões (menos um jogo).

«Fator diferencial? Acima de tudo, a energia que o Sporting tem mostrado ofensivamente. Eles terão, sobretudo, de não sofrer golos, até porque vão criar oportunidades e, depois, dependerá da definição para conseguirem marcar, algo que não aconteceu, por exemplo, no jogo frente ao Sp. Braga [derrota por 1-0 nas meias-finais da Taça da Liga]. Houve tantas ocasiões falhadas e isso refletiu-se naquele golo letal. Se não sofrer, creio que o Sporting está muito próximo de vencer», frisou.

Delfim, de 47 anos, considera que a equipa de Rúben Amorim «tem deliciado os seus adeptos com boas prestações», ao usufruir do impacto do avançado sueco Viktor Gyökeres, autor de 30 golos e 10 assistências nas 33 partidas cumpridas na primeira época em Alvalade.

«Não se pode ignorar a aquisição de um atleta que tem sido preponderante e indiscutível. O Gyökeres transporta uma energia fantástica e destaca-se coletivamente para, depois, tirar todo esse sumo a nível individual. Há uma simbiose muito interessante entre o grupo e o próprio atacante. Melhor do que ninguém, o treinador tira proveito dessas dinâmicas para explorar ao máximo a veia goleadora e coletiva do seu artilheiro principal», apontou.

Campeão nacional pelo Sporting em 1999/00, após um jejum de 18 anos, Delfim admite que a reviravolta sofrida na visita ao Benfica (2-1), da 11.ª jornada do campeonato - com dois golos sofridos no período de compensação, após a expulsão de Gonçalo Inácio, aos 51 minutos -, será lembrada pelos leões na preparação para o segundo dérbi da época.

«Essa derrota custou caro ao Sporting, principalmente por aquilo que produziu. Creio que não merecia ter perdido, mas a partida só termina quando o árbitro apita e o Benfica tirou proveito e bem das chances que teve e inverteu o resultado num curto período. Isso será logicamente ponderado e estudado pela equipa técnica do Sporting para que não volte a acontecer. Agora, acho que, desde essa derrota em novembro, a equipa conseguiu subir os seus níveis exibicionais e obter prestações muito convincentes, algo que fará com que também haja muita cautela da parte do Benfica para ninguém ser surpreendido», alertou.

O Sporting já não chega à final da Taça de Portugal desde 2018/19, quando bateu o FC Porto, vencedor das últimas duas edições, no desempate por grandes penalidades (5-4, após empate 2-2 nos 120 minutos), no Jamor, logo após ter suplantado o Benfica nas meias-finais com recurso à então regra vigente dos golos fora (1-2 na Luz e 1-0 em Alvalade).

«Gestão a pensar na luta pelo título? Há que levar em conta essas palavras e pretensões do Rúben Amorim, porque a conquista do campeonato é que dá acesso direto à Liga dos Campeões e estamos a falar de um pote dourado. Será uma decisão legítima», referiu ainda Delfim.

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